terça, 17 de outubro de 2017
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Vila Sanhauá: o mesmo projeto, no mesmo local, mas como nome diferente

Bruna Vieira / 22 de março de 2016
Foto: Rafael Passos
O Projeto Vila Sanhauá promete fazer o que o Moradouro, criado em 2007 não fez. É para construir a mesma coisa no mesmo local: 17 unidades habitacionais e seis pontos comerciais na Rua João Susassuna, no Centro Histórico da capital. Além de uma área institucional para uso da PMJP, que investirá R$ 2 milhões. Para a secretária de Habitação, Socorro Gadelha, a “sobra” de vagas também ocorreu pelo descrédito que o projeto anterior deixou.

O projeto foi apresentado ontem, na Promotoria de Meio Ambiente e Patrimônio Social. Socorro Gadelha não quisexplicar porque o Moradouro nunca saiu do papel, mas, disse que, desta vez, as moradias serão construídas. “Já temos a aprovação dos institutos do Patrimônio Histórico (Iphan e Iphaep), além, da Caixa Econômica Federal, Cagepa e Energisa. A empresa Borges e Santos, vencedora da licitação vai iniciar a obra em 45 dias. Só precisamos de 30% dos imóveis vendidos para iniciar e temos 40%. Em um ano, a partir do início estará pronto”, informou.

As unidades comerciais funcionarão em concessão, é como se a PMJP fosse alugar os prédios. Socorro Gadelha declarou que o município ainda está “juntando o dinheiro” da contrapartida, mas, que até o início da construção ele será repassado à Caixa. O imóvel não é gratuito. O interessado precisa dar uma entrada entre 10% e 20% do valor. O valor das parcelas variam de acordo com o valor do imóvel e a renda disponível. “Se a pessoa ganha R$ 6 mil, mas, tem toda a renda comprometida, não vai ter como pagar. Dos habilitados, alguns desistiram, outros tiveram problemas de cadastro, não tiveram como pagar a entrada e muitos estão esperando começar a obra, porque ficaram desacreditados”, disse.

Sem garagem

A secretária acredita que quando as pessoas virem que o projeto está sendo executado, irão procurar. Os interessados que se enquadram nos critérios podem procurar a Secretaria Municipal de Habitação até a conclusão de metade da obra. Quem já havia se cadastrado para o Moradouro, precisa se recadastrar. A disponibilidade dos imóveis será por ordem de chegada. Um problema levantado é a questão do estacionamento. “Não tem garagem. Quem compra já sabe. Aumentamos a rua da Praça 15 de Novembro e terão 30 vagas de estacionamento lá. Não podemos discriminar que sejam para os moradores, porém, eles podem usar o tempo que precisar. Temos que revitalizar o local, levando gente para morar”, declarou.

 

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