sábado, 26 de maio de 2018
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Verão também é época de raios; na PB, cidades do Sertão lideram casos

Aline Martins / 28 de Janeiro de 2018
Foto: Arquivo
Verão com possibilidades de chuvas, como tem sido registrado em alguns municípios paraibanos. Época propícia para a ocorrência de fenômenos como as descargas atmosféricas a exemplos dos raios. Isso ocorre a partir da existência de alguns fatores que contribuem para a ocorrência deles como localização, altura e umidade relativa do ar.

Na Paraíba, a região do Sertão tem mais probabilidade. Dez municípios paraibanos têm mais incidência de raios, tendo Bom Jesus, no Sertão do Estado, como a que tem maiores densidades de descargas por quilômetro quadrado (km²) por ano, segundo estudo do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Segundo o chefe da Diretoria de Atividades Técnicas (DAT) 2 do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, capitão Hugo Bezerra, as áreas com probabilidades de cair raios irá depende de alguns fatores: localização, altura e umidade do ar.

“No nosso Estado, quanto mais para o interior você estar, mais a chance de raios. Quanto mais seco é o clima e quanto maior a altura, maior a chance de raios”, afirmou, destacando que na Paraíba, os locais mais propensos a sofrer descargas atmosféricas são as regiões do interior e os altos prédios, que se encontram principalmente na Capital.

Uma das dicas de segurança e prevenção é ter uma instalação elétrica confiável, pois, de acordo com o capitão do Corpo de Bombeiros, esse é um caminho natural para descargas atmosféricas.

Ele orientou que gambiarras – instalações sem feitas sem disjuntores e outros dispositivos de segurança. Já na rua, o cuidado é evitar se abrigar em locais pontudos (postes, árvores), deve-se abrigar em uma casa. Caso não seja possível, uma orientação é se abrigar em um carro – um dos locais considerado pelo capitão Hugo Bezerra mais seguro.

De acordo com o Grupo de Eletricidade Atmosférica, que é especialista no estudo desse fenômeno, o Verão é o período do ano em que mais caem raios. Embora a Paraíba tenha 10 municípios com a incidência de raios, o Estado tem o sexto menor índice por km² por ano se comparado com outras cidades do País.

Em relação à existência do relâmpago e consequente trovão e raio, o Elat explicou que o relâmpago é uma corrente elétrica muito intensa que ocorre na atmosfera com típica duração de meio segundo e típica trajetória com comprimento de 5 a 10 quilômetros (km).

Esse fenômeno é consequência do rápido movimento de Elétrons de um lugar para outro. “Os Elétrons se movem tão rápido que fazem o ar ao seu redor iluminar-se, resultando em um clarão e um aquecer-se, que geram um som: o trovão”. Embora estejam normalmente associados a tempestades com chuvas e ventos intensos, “os relâmpagos também podem ocorrer em tempestades de neve, tempestades de areia, durante erupções vulcânicas, ou mesmo em nuvens que não sejam de tempestade, embora nesses casos costumem ter extensões e intensidade bem menores. O raio, por sua vez, é “quando o relâmpago conecta-se ao solo”.

Diferença entre raio e relâmpago

Relâmpagos: são todas as descargas elétricas geradas por nuvens de tempestades, que se conectam ou não ao solo.

Raios: são somente as descargas que se conectam ao solo.

Dicas de prevenção

1. Se possível, não saia para a rua ou não permaneça na rua durante as tempestades, a não ser que seja absolutamente necessário. Nestes casos, procure abrigo nos seguintes lugares:

Carros não conversíveis, ônibus ou outros veículos metálicos não conversíveis;

Em moradias ou prédios, de preferência que possuam proteção contra raios;

Em abrigos subterrâneos, tais como metrôs ou túneis, em grandes construções com estruturas metálicas, ou em barcos ou navios metálicos fechados.

2. Se você estiver dentro de casa, evite:

Usar telefone com fio ou celular ligado a rede elétrica (utilize telefones sem fio);

Ficar próximo de tomadas e canos, janelas e portas metálicas;

Tocar em qualquer equipamento elétrico ligado a rede elétrica.

3. Se estiver na rua, evite:

Carros não conversíveis, ônibus ou outros veículos metálicos não conversíveis;

Em moradias ou prédios, de preferência que possuam proteção contra raios;

Em abrigos subterrâneos, tais como metrôs ou túneis, em grandes construções com estruturas metálicas, ou em barcos ou navios metálicos fechados.

4. Se possível, evite os seguintes lugares que possam oferecer pouca ou nenhuma proteção contra raios:

Pequenas construções não protegidas, tais como celeiros, tendas ou barracos;

Veículos sem capota, tais como tratores, motocicletas ou bicicletas;

Estacionar próximo a árvores ou linhas de energia elétrica.

5. Se possível, evite também certos locais que são extremamente perigosos durante uma tempestade, tais como:

Topos de morros ou cordilheiras;

Topos de prédios;

Áreas abertas, campos de futebol ou golfe;

Estacionamentos abertos e quadras de tênis;

Proximidade de cercas de arame, varais metálicos, linhas aéreas e trilhos;

Proximidade de árvores isoladas;

Estruturas altas, tais como torres, linhas telefônicas e linhas de energia elétrica.

6. Se você estiver em um local sem um abrigo próximo. Neste caso, ajoelhe-se e curve-se para frente, colocando suas mãos nos joelhos e sua cabeça entre eles. Não fique deitado.

 

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