quarta, 20 de janeiro de 2021

Cidades
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Uso de fogos no período junino acende sinal de alerta nos hospitais de Trauma de CG e JP

Alyf Santos com assessorias / 03 de junho de 2016
Foto: Arquivo
Estamos no mês da maior festividade nordestina, o São João, que traz um cardápio recheado com comidas típicas, muito forró, fogueiras e fogos de artifícios colorindo o céu e acendendo o alerta nos hospitais de Trauma de Campina Grande e João Pessoa para evitar acidentes com esses produtos explosivos. Para alertar a população aos cuidados necessários para manusear fogos, as unidades de saúde lançaram campanhas educativas.

No Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, 1.234 pessoas deram entrada na unidade de saúde, um número pouco menor do que em 2014, quando entraram 1.327, uma redução de 7,6%. No Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, 76 pessoas foram atendidas durante o mês de junho do ano passado, desse total, 23 com ferimentos causados por fogos e fogueiras, sendo 14 crianças na faixa etária de 0 a 12 anos.

A Paraíba é o único Estado brasileiro a manter por 14 anos consecutivos uma campanha de prevenção a queimaduras e o resultado já pode ser visto, como por exemplo, a redução da mortalidade infantil por queimaduras, já que, segundo as estatísticas do hospital de Trauma de João Pessoa, essa faixa de 0 a 12 anos é a mais comprometida. Segundo a Sociedade Brasileira de Queimados, o país registra 1 milhão de acidentes por ano e 30% das vítimas são crianças.

Segundo a médica Isis Lacerda, em época junina os acidentes com fogos e fogueiras tornam-se responsáveis por cerca de um terço dos atendimentos na Unidade de Queimados. A maior quantidade de queimaduras acontece nos dias 12, 23 e 28 de junho, respectivamente, vésperas dos dias de Santo Antônio, São João e São Pedro, quando o nordestino mantém a tradição de acender fogueiras e fogos de artifício.

A coordenadora de enfermagem da Unidade de Terapia de Queimaduras (UTQ) do Trauma em João Pessoa, Dessirée Mazocco, as pessoas precisam tomar cuidados na hora em que a queimadura acontecer.  “A instituição ainda recebe muitas pessoas vítimas de queimaduras e que não têm a mínima ideia do que fazer, a exemplo de pessoas que passam produtos químicos como: água sanitária e ainda passam açúcar e café no ferimento. Por isso, queremos ampliar esse conhecimento para crianças e adultos”, completou.

São joão com segurança

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