terça, 22 de outubro de 2019
Transporte
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Usuários do transporte público em CG denunciam cobrança de taxa

Wênia Bandeira / 24 de abril de 2019
Foto: Chico Martins
Funcionários do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Campina Grande (Sitrans) estariam cobrando dos usuários o pagamento do valor R$ 10 para adquirir o cartão que permite a integração de ônibus. É o que denunciam passageiros que frequentam o Terminal de Integração da cidade. Sitrans e Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) garantem a gratuidade do cartão.

O programador Rubem Duarte falou que tem ouvido os avisos dos estagiários que recebem os usuários no terminal informando sobre uma cobrança extra. “Eles dizem a todos que precisa pagar R$ 10 para adquirir o cartão e que neste cartão tem duas passagens só. É um absurdo”, comentou.

A passagem urbana em Campina Grande custa R$ 3,60 no cartão e R$ 3,70 no pagamento em dinheiro. Após esta denúncia, o superintendente da STTP, Félix Neto, afirmou que vem realizando uma investigação. “Ninguém está obrigado a comprar o cartão pré-pago. O cartão é gratuito e coloca o crédito quem quer, em qualquer valor. A gente está mandando todos os dias pessoas lá para averiguar esta situação”, declarou. Ele ainda salientou que o valor fechado em R$ 10 existe, mas apenas como “facilitador de troco”.

O diretor institucional do Sitrans, Anchieta Bernardino, informou que quem quiser apenas ter o cartão, sem qualquer valor, pode fazer isso. “O cartão é grátis. Se a pessoa quiser, ela pega o cartão sem colocar nada, só não vai conseguir pagar o ônibus desta forma, mas é possível”, falou Anchieta Bernardino.

Integração física. O Terminal de Integração terá os portões abertos a partir da quarta-feira da próxima semana, 1º de maio. Isso significa que a integração poderá ser feita apenas com a utilização do cartão de bilhetagem, de forma temporal. “A pessoa utiliza o cartão na catraca e começa a contar uma hora. Dentro deste prazo, a pessoa poderá utilizar outro ônibus gratuitamente”, explicou Anchieta Bernardino. Campina Grande conta com dois aplicativos disponíveis para este fim: BoraBus e Google Maps. Com ele, é possível saber o horário dos ônibus a cada parada.

A empregada doméstica, Alana Sales falou que adquiriu o cartão de bilhetagem, mas que não vem integrar no prazo limite. “Eu sempre preciso integrar, mas uma hora não dá tempo já que os ônibus que eu preciso demoram a aparecer”, contou.

Félix Neto informou que uma reunião do Conselho será realizada nesta quinta-feira (25), quando deverá ser discutida utilização do Terminal, assim como a necessidade do cartão de bilhetagem para fazer a integração.

Usuários. 82% dos usuários atualmente já utilizam o cartão da bilhetagem.

Mais segurança para o Terminal



Em setembro do ano passado, a prefeitura municipal entregou uma Unidade de Polícia Ostensiva Avançada no interior do Terminal de Integração. O local tem se mantido desocupado desde então.

“Eles vêem, ficam dentro da viatura, passam uns 20 minutos e vão embora. Nunca vi os policiais entrarem nesse lugar e nem ficarem o dia inteiro”, falou a estudante, Fernanda Almeida, que passa pela integração pelo menos duas vezes por dia.

O superintendente da STTP confirmou que o local não foi ocupado como havia sido planejado. “Eu estive com coronel Valério (tenente coronel Arílson Valério, comandante do policiamento regional 1) e ele me prometeu a ocupação. Eles ocuparam não na totalidade do tempo, as 24 horas que foi solicitado, e este é um dos índices que tem feito perder passageiros, vários furtos são registrados dentro do terminal”.

O comandante informou que tem mantido uma viatura com três policiais durante o horário de funcionamento, que estaria acima do que foi pedido. A STTP teria pedido dois policiais fazendo a segurança do local.

“Aquele ponto que foi entregue, foi entregue com duas cadeiras de plástico e assim não dá para trabalhar e atender as pessoas. Foi solicitado que equipassem com um birô, cadeiras e um gelágua, o que ainda não aconteceu. Além disso, quando não tem ninguém lá, a responsabilidade de segurança é da prefeitura”, afirmou coronel Valério.

 

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