terça, 24 de novembro de 2020

Trânsito
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Uso do celular no volante: Infração será gravíssima e multa ficará 244% mais cara

Lucilene Meireles / 23 de agosto de 2016
Foto: Assuero Lima
A multa quem fala ou está conectado nas redes sociais enquanto dirige vai ficar 244% mais cara, a partir de 1º de novembro. O aumento será para todos os tipos de infrações, mas especificamente essa infração passará de média (que hoje custa R$ 85,13), para gravíssima (R$ 293,47 a partir de novembro), além de sete pontos na CNH.

O superintendente da Semob, Carlos Batinga, espera que, mexendo no bolso, os condutores adotem a atitude correta para evitar acidentes. Apesar do número de infratores ser bem alto, nos primeiros sete meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2015, houve uma redução de 42% nos flagrantes. Mas, o próprio gestor de mobilidade afirma que isso não significa menos infrações e admite que o efetivo de amarelinhos não dá conta da quantidade de violações às leis de trânsito.

“Essa redução tem a ver com uma menor fiscalização neste sentido, porque os agentes têm lugares específicos onde operam como a Beira Rio, Viaduto do Cristo, Centro, além das ocorrências de acidentes. Claro que, quando eles constatam a infração, o condutor é autuado, mas o foco não é multar. Queremos orientar e educar”, destacou. O uso de fone de ouvido conectado ao celular também gera autuação.

Em João Pessoa, as multas são aplicadas via câmeras de monitoramento e pelos agentes de trânsito. Conforme o superintendente, o total de infrações poderia ser maior se aumentasse também a quantidade de fiscais. “Hoje, precisaríamos de, pelo menos, o dobro do que temos hoje para cobrir a contento a cidade”, afirmou Batinga, que disse que a cidade tem hoje 160 fiscais. O efetivo só aumenta através de concurso público que, por enquanto, não está previsto.

Opiniões distintas. “Faço direto. Todo mundo faz, mas no meu caso, é só para atender os clientes. Quando paro no sinal, aproveito para olhar o Whatsapp, mas procuro andar com segurança”. A frase é do taxista Henrique Ferreira, que é consciente do erro, mas insiste nele. Com outros motoristas, não é diferente. A maioria infringe as regras de trânsito e coloca em risco a própria vida e a dos demais.

Adailton Cabral Barbosa, também taxista, disse que o erro pode provocar acidentes. “Acho que o ideal é esperar, deixar para atender depois, mas as pessoas não respeitam. Eu mesmo tenho a preocupação de atender rápido. Se for minha mulher, aviso logo que estou dirigindo, mas aí, já atendi”, observou.

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