sábado, 16 de janeiro de 2021

Trânsito
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Implantação de ciclovias e ciclofaixas só deverá ficar pronto em até 18 meses

Celina Modesto / 26 de fevereiro de 2017
Foto: DIVULGAÇÃO/SECOM-PMJP
A mobilidade nas grandes cidades - que passa por falta de integração entre os diversos meios de transporte e prioridade ao uso de carros - urge por um planejamento que identifique as potencialidades de cada localidade. Em João Pessoa, um plano de mobilidade que tem, dentre os objetivos, a implantação de um sistema cicloviário, só deverá ficar pronto em até 18 meses - postergando ainda mais o sonho de uma cidade integrada.

Dentre os gargalos identificados pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob) no tocante às ciclofaixas e ciclovias, estão a descontinuidade dos trechos e a segregação em relação ao transporte público. “Não há uma malha única e a gente precisa fazer essa ligação. A ciclovia da Beira Rio vai ser a primeira a ligar o centro à praia. As outras têm que seguir esse conceito de integração, sendo alinhadas às rotas de transporte coletivo”, comentou o diretor de planejamento da Semob, Adalberto Araújo.

O plano de mobilidade que será desenhado pelo órgão e que vai trazer um sistema cicloviário ainda está em processo de licitação da proposta técnica. “Ele precisa de pesquisa para indicação de novas rotas e integração com outros sistemas. Vamos pensar dentro dessa nova política de mobilidade urbana, ligando o sistema cicloviário aos terminais e aos principais corredores”, afirmou.

Além de pesquisa, o plano será desenvolvido com a participação pública, por meio de discussão com a sociedade organizada e entidades de classe, a exemplo de comerciários, setor hoteleiro e turístico, entre outros. A discussão deverá ter início a partir do segundo semestre deste ano. “Essa nova política prioriza o lado humano, considerando o carro apenas como instrumento. A cidade deve ser das pessoas”, disse.

O diretor de planejamento da Semob comentou que a integração do sistema viário, dentre outras melhorias, tornaria o transporte público atraente. “As pessoas não andam de transporte público porque o sistema não é eficiente, mas se colocar uma rota acessível, ar-condicionado e sistema viário integrado, no qual não haja perda de tempo, é possível deixar o ônibus atrativo como em outras cidades. Se for priorizar o individual, os trabalhadores não são contemplados. Algumas cidades estão entrando em colapso e isso porque adotamos o sistema errado. Precisamos de uma nova política de mobilidade urbana. É tarde, mas ainda dá para reverter”, argumentou.

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