quinta, 04 de março de 2021

Trânsito
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Faixas de pedestre quase apagadas põem vida das pessoas em risco, em João Pessoa

Katiana Ramos, do Jornal Correio da Paraíba / 26 de maio de 2017
Foto: Rafael Passos
Para o pedestre atravessar em alguns trechos da Avenida Manoel Deodato, no bairro da Torre, em João Pessoa, é preciso paciência e contar com o bom senso dos condutores. Mesmo posicionadas na área reservada a passagem dos transeuntes, para muitos condutores os pedestres parecem invisíveis, assim como as faixas, que estão quase desaparecendo de tanto desgaste.

“De manhã cedo, perto do meio-dia e no fim da tarde são os piores horários para o pessoal passar aqui. Tem que esperar um bocado para atravessar porque os motoristas não param. Se arriscar passar, é perigoso um acidente”, contou o marceneiro Gervásio Brito, que tem um ponto comercial na Avenida Manoel Deodato.

Alguns metros à frente, no cruzamento com a Avenida Luis Lianza, nem mesmo o posicionamento da faixa em frente a uma escola sensibiliza os condutores. O movimento de crianças e pessoas atravessando a via é praticamente constante, assim como o risco de atropelamentos.

A autônoma Patrícia Silva conta que nem mesmo quando os pedestres sinalizam com a mão que precisam atravessar, os condutores respeitam. “Aqui é uma luta para atravessar. A gente dá com a mão, espera, mas a maioria não para. O perigo maior é na entrada e saída das crianças na escola”, reclamou. Ainda no bairro da Torre, a Avenida Ministro José Américo de Almeida, a Beira-Rio, conta com várias faixas de pedestre necessitando de revitalização.

O que acontece em trechos da Torre também é recorrente em outros bairros da capital, como no bairro Geisel, (Avenida Deputado Petrônio Figueiredo) e Manaíra (Avenida Maria Rosa). As faixas e as lombadas físicas em frente ao Centro Universitário de João Pessoa estão com a pintura quase sumindo. Já em Manaíra, em um trecho da Avenida Maria Rosa, onde um aposentado morreu atropelado no último dia 22, os pedestres enfrentam o mesmo dilema.

Manutenção tem cronograma

O diretor de Operações da Semob, Maximiniano Machado, informou que a manutenção das faixas de pedestres é feita regularmente a partir de um cronograma traçado para as necessidades de cada bairro. Ele alegou que algumas faixas estão sem o serviço devido ao tempo chuvoso. O diretor lembrou ainda que nos corredores principais da capital, como a Beira-Rio e a Avenida Epitácio Pessoa, a pintura é feita com uma tinta termoplástica cuja durabilidade é de até dois anos. Ele disse ainda que a identificação das faixas e demais espaços de sinalização horizontal é feita pelas equipes de fiscalização da Semob e também por demanda espontânea da população.

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