terça, 26 de janeiro de 2021

Trânsito
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Estradas do medo pedem mais atenção no carnaval

Luís Eduardo Andrade / 21 de fevereiro de 2017
Foto: Arquivo
Durante o feriado de Carnaval, que compreende cinco dias, muitos foliões viajam para o interior da Paraíba e para os estados vizinhos, a fim de aproveitar a folga. Porém, a imprudência e falta de atenção em trechos perigosos podem levar a acidentes que acabam por trocar a alegria carnavalesca pela tristeza de uma tragédia.

Os motoristas devem ter atenção redobrada em determinados quilômetros de algumas estradas, pois o índice de acidentes é maior em determinados pontos. Isso acontece, na maioria dos casos, por falta de estrutura e precariedade das rodovias. Abaixo, você confere uma tabela com os trechos mais perigosos das estradas que cortam a Paraíba:



Vias urbanas

E se engana quem pensa que os acidentes acontecem apenas nas estradas. Os motoristas de João Pessoa, por exemplo, também precisam ficar atentos quando forem trafegar pelas vias urbanas. De acordo com levantamento feito Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTrans) em 2016, as Avenidas com maiores índices de acidentes foram a Epitácio Pessoa, que vai do Centro até o Busto de Tamandaré, a Beira Rio, que também corta a cidade do Centro até a praia e a Avenida Hilton Souto Maior, que passa por Mangabeira e se estende até o bairro de Quadramares. Confira o ranking abaixo:

Avenidas                                                  Número de acidentes em 2016

Epitácio Pessoa                                                              42

Beira Rio                                                                          42

Hilton Souto Maior                                                        42

Cruz das Armas                                                               36

Pedro II                                                                             23

 

Zero mortes

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o BPTrans esperam repetir o feito do ano de 2016, quando nenhum óbito foi registrado durante o período carnavalesco. Foram averiguados 42 acidentes, sendo apenas seis de natureza grave. E isso se dá por conta de um aumento nas fiscalizações e também do auxílio da tecnologia nas estradas de trânsito. Contudo, o Hospital de Emergência e Trauma Humberto Lucena, em João Pessoa, apresentou dados um pouco mais preocupantes. No ano passado, 960 pessoas deram entrada no hospital vítimas de acidentes automobilísticos durante os cinco dias de folia. A diferença nos números se dá porque a PRF contabiliza apenas os acidentes registrados em rodovias federais

Fiscalização e recomendações

Por esse motivo, a Polícia Rodoviária Federal intensificará as fiscalizações que priorizaram temas como velocidade, alcoolemia e ultrapassagens indevidas. “Acidentes de trânsito acontecem normalmente por falta de obediência à sinalização ou às normas básicas de circulação. Sempre que falamos sobre causas de acidentes, alertamos para os riscos que os condutores se expõem ao praticar condutas tão nocivas no trânsito. Os condutores não entendem os riscos envolvidos e os problemas de segurança no trânsito.”, disse a policial rodoviária Natália Freire.

Ainda, foram informadas algumas recomendações que os motoristas devem seguir antes e durante as viagens de carnaval, a fim de prevenir ainda mais os riscos de acidentes. A primeira e mais importante delas é o uso do cinto de segurança, que é obrigatório para todos os ocupantes do veículo, incluindo os que estão sentados no banco de trás, e pode salvar vidas em caso de algum impacto. Outra recomendação nem sempre valorizada pelos motoristas é o planejamento da viagem.

É necessário se informar sobre as distâncias que serão percorridas, condições do tempo, pontos de parada, existência de postos de combustíveis e de restaurantes à beira da estrada, principalmente se a viagem for longa. Por fim, é recomendado reservar uma pausa para descanso do motorista após 3h de viagem.

“Se o usuário é atento, obediente e compreende os riscos, normalmente não se envolve em acidentes.”, completou a agente Natália Freire.

 

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