segunda, 17 de junho de 2019
Trânsito
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BPtran apreende uma média de 14 veículos por dia

Bruna Vieira / 11 de junho de 2016
Foto: BPTRAN
Diariamente, o Batalhão de Policiamento de Trânsito Urbano e Rodoviário da Paraíba (BPTran) realiza operações nos três turnos. Este ano, foram apreendidos 2.328 veículos (86% desse total são motocicletas), somente na Grande João Pessoa. Boa parte dos motoristas entende que o trabalho fiscalizatório é importante para garantir a segurança do trânsito, mas muitos ainda são pegos transgredindo as leis e oferecendo riscos nas estradas. Para estes, o BPTran avisa: as blitze vão continuar e os ‘errados’ vão arcar com os prejuízos.

Em média, são achadas irregularidades em 26% das abordagens, segundo o sub-tenente Jair Carlos de Sousa. O Jornal Correio acompanhou uma operação e em menos de duas horas foram lavrados 30 autos de infração no bairro do Cristo. A operação Moto Segura, que começou às 10h na Avenida Ranieri Mazili recolheu oito veículos. O sub-tenente Jair Carlos de Sousa informou que em cada operação são abordados aproximadamente 150 veículos. Destes, 40 apresentam irregularidades. “Sem licenciamento, o veículo é apreendido. Quem está sem CNH e não tem ninguém habilitado para buscar, também tem o carro ou moto apreendido”, disse.

No Estado há dois postos policiais do BPTran, na PB 008 e 032. “A cultura é muito forte de não utilizar o capacete, principalmente no interior, que há menos fiscalização. As pessoas andam com medo de multa, mas não tem consciência de que é para a segurança. Falta de retrovisor, escape e o tipo de calçado são coisas fáceis de evitar ser autuado. Nem todos se educam. Recentemente, notificamos um cidadão pela manhã, uma pessoa habilitada veio buscá-lo e à noite ele foi notificado novamente em outro ponto da cidade. Não serviu de nada”, revelou o sub-tenente.

Apreendido

Segundo Jair, a maioria dos não habilitados alegam falta de dinheiro para dar entrada no processo da ACC, que custa cerca de R$ 200. Foi o caso da diarista Edenilde Trindade Nascimento. O filho está desempregado e a levava do trabalho para casa. O percurso da Penha até o Vale das Palmeiras foi interrompido na blitz. “Agora vamos a pé. Já sabíamos que era obrigado ter a habilitação, mas sem trabalhar não tem dinheiro para tirar”, justificou.

 

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