segunda, 20 de maio de 2019
Tragédia
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Corpos de paraibanas são achados em escombros no RJ

Portal Correio / 17 de abril de 2019
Foto: Divulgação
O corpos de duas paraibanas foram encontrados nessa terça-feira (16) nos escombros dos prédios do condomínio Figueiras do Itanhangá, na comunidade da Muzema, no Rio de Janeiro, que desabaram na última sexta-feira, dia 11. As vítimas são Ana Paula Rodrigues, de 37 anos, e Ana Flávia Pereira, de 36.

O Portal Correio conversou a irmã de Ana Paula, Cristiane Rodrigues. Segundo ela, a irmã morava com o marido e dois filhos, um de 13 e uma de 15 anos. Ela também estava grávida de quatro meses. Ainda de acordo com Cristiane, a família de Ana Paula teria deixado o apartamento pouco antes do desabamento.

“Só morava ela, os esposos e os filhos. Eles estavam indo trabalhar. Quando o marido dela desceu com os filhos, ela ficou terminando de fechar o apartamento. Aí foi quando o prédio desmoronou”, disse.

Ana Paula era natural de São Sebastião de Lagoa de Roça, no Agreste da Paraíba. E será lá que o corpo será enterrado. Ainda não se tem informações de quando ocorrerá o sepultamento, já que depende dos trâmites burocráticos.

A outra vítima, Ana Flávia Rodrigues, de Riachão do Poço, também teve o corpo encontrado nessa terça-feira (16). A informação foi confirmada também por sua irmã, Verônica. Ela conversou com a reportagem do Correio Verdade, da TV Correio. Com ela, também foi encontrado seu filho, de quatro anos. Ainda não há informações sobre o velório.

Além dos corpos das paraibanas encontrados nessa terça-feira (16), os bombeiros acharam mais três vítimas do desabamento. Com isso, o total de mortos subiu para 16.

Buscas continuam. Os bombeiros continuam fazendo buscas por mais desaparecidos. Oito pessoas continuam desaparecidas. Uma família com outro paraibano vítima do desabamento ainda não havia sido encontrada até o fechamento desta edição.

O trabalho de busca é feito com a ajuda de cães farejadores e também com as informações dadas pelos moradores da área. Militares do Exército também auxiliam na busca.

Segundo a prefeitura do Rio, os prédios não tinham autorização para serem construídos e as obras foram interditadas e embargadas em novembro do ano passado.

Investigações. A Delegacia de Polícia Civil da Barra da Tijuca (16ª DP) investiga o caso com a ajuda da Delegacia de Repressão a Ações Criminosas (Draco).

Além de investigar a atuação da milícia, grupo criminoso que controla ilegalmente a comunidade da Muzema, a Polícia Civil apura a responsabilidade dos construtores e da prefeitura, que é responsável pela fiscalização de obras.

As vítimas deverão ser ouvidas pelos policiais, mas apenas quando estiverem em condições de prestar depoimento.

Enterros. A Prefeitura do Rio vai arcar com os custos do enterro das vítimas do desabamento dos prédios. De acordo com comunicado emitido pela prefeitura, o tratamento é o mesmo que em outras tragédias ocorridas no município.

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