terça, 20 de abril de 2021

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Soltar pipa é uma brincadeira que pode trazer grandes problemas se não for feita corretamente

Lucilene Meireles / 25 de dezembro de 2016
Foto: DIVULGAÇÃO
Soltar pipas é divertido e é uma brincadeira saudável. Mas passa a ser algo perigoso quando se faz uso do cerol colocado na linha para acirrar a disputa entre os adolescentes. O problema é que a mistura de cola com pó de vidro transforma a inocente brincadeira em uma arma mortal. Mais grave: continua sendo utilizada.

O projeto de lei n° 402/2011, da deputada federal Nilda Gondim (PMDB/PB), proíbe a utilização do cerol para manusear pipas, e foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, em Brasília. Porém, assim como outros requerimentos semelhantes apresentados, nunca foi votado no plenário, não virou lei e a população permanece em risco. As pipas também provocam falhas no fornecimento de energia quando em contato com a rede elétrica.

Como forma de prevenção, muitos motociclistas passaram a utilizar uma espécie de vareta para impedir que as linhas cortantes os atinjam. Mas, além deles, os pedestres também correm risco.

A dona de casa Estelina Meireles, que mora no bairro de Cruz das Armas, escapou por pouco. “Eu tinha esquecido uma panela no fogo e voltei correndo. Já na rua de casa, vi que vários meninos soltavam pipa e, na pressa, quase fui atingida por uma linha com cerol. A sorte foi que percebi rápido e segurei com a mão. Caso contrário, teria cortado meu pescoço”, relatou.

Na localidade, inclusive, várias interrupções no fornecimento de energia foram provocadas pelas linhas que ficam presas à fiação elétrica, segundo ela.

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