domingo, 17 de janeiro de 2021

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Sobrevivendo à chuva: água que invadiu casas no fim de semana ainda assusta

Lucilene Meireles / 22 de abril de 2016
Foto: Assuero Lima
A maioria das famílias que ficaram desabrigadas por conta das chuvas do último final de semana, no município de Cabedelo, já voltou para casa. A Prefeitura de Cabedelo informou que, para os moradores do Renascer II, há uma boa notícia. Está em fase de estudo, junto com a CBTU, a construção de galerias sob os trilhos. O objetivo é escoar a água das chuvas que fica represada pela via férrea e, assim, evitar os alagamentos.

“Está em estudo a possibilidade de fazer um dreno e, por baixo do trilho, galerias para escoar a água pluvial. A comunidade do Parque Boa Esperança havia feito de forma inadequada. O projeto prevê a drenagem que vai solucionar o problema de forma definitiva”, explicou o secretário de Ação e Inclusão Social de Cabedelo, Euzo Chaves.

Ele disse ainda que, assim que baixar o nível da água no Renascer, as fossas entupidas, que lançaram dejetos nas caas, serão esgotadas.

Vivendo no improviso. A dona de casa Gilmara de Santana Silva foi para o abrigo no sábado com a família e só voltou na quarta-feira. Ela mora no Parque Esperança há 15 anos e relatou que a situação foi desesperadora durante a chuva. Dentro de casa, os móveis foram colocados sobre três tijolos. Mesmo assim, a água, inclusive de fossas estouradas, subiu e molhou o pouco que a família tem. “Nem vou tirar mais os tijolos. A solução é dar um jeito de desobstruir a passagem dessa água, que fica presa na linha do trem. Esse é um pedido antigo de quem vive aqui”, declarou. Gilmara assegurou que a Prefeitura de Cabedelo está dando todo o apoio necessário.

Das cinco famílias que foram para o Ginásio da Oceania, três permanecem, porque, segundo o secretário, o nível da água nas residências ainda não permite o retorno. Dayana Nazaré da Conceição está no local com dois filhos de 5 e 6 anos. Ela disse que a água alcançou sua cintura dentro de casa e não tinha como ficar.

Não resolve

As áreas consideradas nobres também não escapam dos problemas. Morador de Intermares, o aposentado Garibaldi Soares de Oliveira diz que a prefeitura faz apenas paliativos, colocando caçambas de barro no local. “Pagamos impostos muito altos e não recebemos retorno. Estamos desiludidos, mas ainda esperando providências”, lamentou.

É lei, mas...

Com o sol, baixou o nível da água e a população voltou às casas. Mesmo assim, a prefeitura continua acompanhando a situação nos bairros. “Vai ser feito um trabalho para melhorar o fluxo do riacho. Quando há chuva fora do normal, há um barramento, aumenta o nível e atinge a população ribeirinha” disse o secretário Euzo Chaves.

 

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