terça, 13 de novembro de 2018
Segurança
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Segurança está ruim para 73% dos paraibanos

Rammom Monte / 18 de fevereiro de 2018
Foto: Chico Martins
Imagine você sair para trabalhar e de repente virar refém de bandidos, na mira de armamento pesado, que a polícia nem sequer pensa em algum dia possuir. Imagine estar caminhando até o ponto de ônibus e ser abordado por alguém que exige que você entregue seu celular e, ao menor movimento seu, te dá um tiro ou uma facada. É com esse medo que a população paraibana tem convivido diariamente e, apesar do discurso otimista do governo, a população da Paraíba garante que não está se sentindo segura.

Esse sentimento foi reproduzido em uma enquete feita pelo Portal Correio, na qual 72,95% dos participantes classificaram a segurança do estado como ruim ou péssima. A consulta foi iniciada no último sábado (10) e se encerrou nesta sexta-feira (16). Disseram achar péssima, 53,44% e ruim, 19,51%. Na mesma enquete, 14,74% das pessoas classificaram a segurança como regular. Já 8,58% dos participantes avaliaram como boa e apenas 3,71% consideraram a situação da segurança paraibana como ótima.

Algumas pessoas que participaram da consulta também deixaram comentários na matéria expressando revolta e sentimento de insegurança que assola o estado. Como é o exemplo de Risvonelson, que disse que a segurança está em péssima situação. Outro que também criticou a situação foi o internauta que se identificou como Bruno. Ele classificou como péssima a situação da segurança paraibana.

"A segurança na Paraíba está péssima e a falta de efetivo policial nas polícias estaduais é o fator que mais contribui para essa situação. Não fossem os bravos policiais que mesmo com os piores salários do país fazem um grande trabalho estávamos literalmente mortos ", disse internauta em comentário.

A voz da Igreja

A situação da violência está tão complicada que até a Igreja Católica se manifestou sobre isto. O tema da Campanha da Fraternidade deste ano é “Fraternidade e Superação da Violência”, com o lema: “Vós sois todos irmãos”, em referência a passagem bíblica no livro de Mateus 23,8. O arcebispo da Paraíba, dom Manoel Delson, cobrou compromisso, inclusive dos gestores públicos, com o combate à violência.

“Precisamos rever nossa cultura da resposta violenta, da intolerância, substituindo por uma cultura do amor, da paz, do respeito às diferenças, seja de religião, de sexo, de cor. Precisamos respeitar a todos, porque todos somos irmãos em Cristo. Cada um tem que fazer o seu papel, desarmando os espíritos, preferindo as respostas de amor às de ódio. E a convocação para que cada um faça a sua parte envolve também os gestores públicos, responsáveis pelo combate e prevenção à violência", disse.

Bancos continuam sendo alvos

Não é de hoje que a população paraibana tem convivido diariamente com a insegurança. Inúmeros são os relatos de assaltos, roubos, explosões de banco, entre outros. Alguns desses aconteceram recentemente em Campina Grande. Em janeiro, bandidos destruíram um setor do Shopping Partage durante um roubo, fizeram reféns em plena rua e sem nenhuma pressa causaram um grande estrago.

A opinião de deputados

"Esse assunto tem marcado a minha atuação. Já no primeiro ano do meu mandato pedi a substituição do secretário Claudio Lima, porque ele não desenvolvia a contento a sua missão. Convocamos várias audiências públicas, lamentavelmente nem o governador, nem o secretário, nem a cúpula da PM compareceram a nenhuma dessas audiências mostrando desinteresse na solução dos problemas que envolvem a população quanto ao direito de ir e vir", disse Renato Gadelha.

"A segurança está diretamente ligada ao aumento da violência, que tem raízes na exclusão social. Esse problema precisa ser enfrentado por todos os entes federativos. É importante que se crie um fundo nacional de segurança pública e que os estados vejam a questão de investir ainda mais nesse setor. Estou estudando para, ainda nesse semestre, apresentar um Projeto de Lei que possa criar uma espécie de fundo especial para a segurança da Paraíba", disse João Bosco Carneiro.

"Enquanto os governantes não se empenharem e não se dedicarem em dar educação e geração de emprego à nossa população, vai existir violência porque o governante não pode entrar nas casas dos cidadãos e dizer que ele não pratique nenhum ato de violência. É esse o questionamento que a gente também faz sobre educação familiar e, para isso, os políticos têm que investir em ações sociais", disse Zé Paulo.

"Claro que a gente sabe que a violência está tendo uma epidemia no nosso país, mas precisamos dar respostas para isso. Tivemos a lei, de minha autoria, que trata de colocar dispositivo que inutiliza as cédulas dos caixas eletrônicos para inibir as explosões a bancos. A população clama porque existe uma insegurança geral na Paraíba", disse Daniela Ribeiro.

"Os dados são alarmantes no estado. Apenas em Campina Grande, nos últimos dias, tivemos o shopping e um dos principais supermercados atacados duas vezes. A insegurança faz que nós todos sejamos vítimas. Nós estamos trancafiados e quem deveria estar preso não está. O pior é a inanição do governo, do governador Ricardo Coutinho, do secretário de Segurança, os comandantes da Polícia Militar simplesmente não dão uma única palavra de satisfação à cidade e ao estado. O interior vive clima de banditismo puro. Isso demonstra claramente a ineficiência e o descuido do governo", disse Bruno Cunha Lima.





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