terça, 25 de junho de 2019
Segurança
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Secretário quer presos os assassinos de vigilante morto em porta de escola de JP

Francisco Varela Neto / 08 de setembro de 2017
Foto: Assuero Lima
O secretário de Segurança da Paraíba, Cláudio Lima, garantiu que irá pessoalmente cobrar a elucidação da morte do segurança Fábio Lima, assassinado na última sexta-feira (1º) enquanto tentava defender uma mãe e uma criança de um assalto na porta de uma escola, no Bairro do Estados, em João Pessoa.  A polícia chegou a prender um homem no bairro de Mandacaru, suspeito de efetuar o disparo contra o segurança. No entanto, ele alega que não é o autor do tiro que matou o segurança e a própria polícia diz não ter certeza da autoria do preso.

"Eu peço a Deus que a polícia não esteja errada porque se tiver errada, é muito triste ter uma pessoa presa injustamente e se tiver eu mesmo vou cobrar a partir de hoje para que a gente avance mais nestas negociações", disse o secretário em entrevista à rádio 98 FM/Correio Sat.

Apesar da sensação de insegurança nas cidades paraibanas devido ao número de crimes noticiados nos últimos dias, Cláudio Lima afirmou que a polícia tem realizado um trabalho importante no combate à violência. Contudo, revelou que ainda é preciso mais para que os crimes possam diminuir.

"A polícia da Paraíba tem trabalhado muito e tem dado resultados importantes. Se você comparar com outros estados, nós podemos dizer que temos um resultado diferenciado. Agora a gente também diz que precisa ser feito muito mais; a Pasta da gestão tem se preocupado cada vez mais em diminuir os crimes; o ideal é que esses crimes não aconteçam e para que isso ocorra é necessária haver toda uma composição de forças", afirmou Cláudio Lima.

Helicóptero Acauã

Cláudio Lima explicou o motivo da não utilização do Helicóptero Acauã da Polícia Militar, que seria para monitoramento e combate ao crime no estado, e que está há muito tempo parado. Segundo o secretário, o problema se deu em decorrência de uma manutenção.

"Nós tivemos um probleminha com o helicóptero. Era uma aeronave que trabalhou muito. Ela já veio para cá com 500 horas de voo. Então quando nós fomos fazer a manutenção de 2 mil horas, teve um problema muito grande. Tivemos a falta de sorte de uma peça, que é um determinado eixo que foi quebrado, e teve que vir da Alemanha. Então passaram vários meses aí nesta situação. Quando a peça chegou, tivemos um problema com a empresa de manutenção e nós estamos em um emergencial agora", explicou.

Ele acrescentou que o helicóptero está em condições de voo, no entanto existem regras a ser cumpridas para que ele seja utilizado.

"Dá para usar, mas tem regras muito rígidas; uma delas é que tem que ter seguro, outra é que a empresa de manutenção tem que estar em dia e essas regras, mesmo ele estando em ponto de voo, se não tiver obedecido os requisitos, não voa. Mas eu acredito que em pouco tempo ele vai estar voando", finalizou.


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