sexta, 23 de abril de 2021

Segurança
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Rede social é alvo de fraudes

Redação com Assessoria / 24 de maio de 2019
Foto: Reprodução da Internet/ LoboStudioHamburg
Com mais de 1 bilhão de usuários, o Instagram se tornou, mais do que uma rede social, uma plataforma em que proliferam lojas, vendedores de serviços e pequenos comércios. Atualmente são mais de 25 milhões de perfis voltados para comércio.

Segundo dados de 2017 do Instagram, mais de 200 milhões de pessoas visitavam pelo menos um perfil de negócios na rede social. Números de 2015 afirmam que 60% dos usuários descobriam novos produtos pela plataforma. Não há estimativa de quanto dinheiro esse comércio movimenta.

Mas com o grande número de ofertas, é preciso tomar certos cuidados. As denúncias por fraude também aumentam e muitas pessoas acabam comprando produtos que não condizem com o que é anunciado, ou que nem sequer chegam ao consumidor.

Isto aconteceu com o analista financeiro Ewerton Dalpino, que comprou um tênis por meio de um anúncio do Instagram. “Eu pesquisei o tênis no Google. Depois, entrei no meu feed (do Instagram) e tinha um anúncio de uma loja com o preço bem mais barato. Cliquei, fui redirecionado para um site e fiz a compra com o cartão. Mas eu nunca recebi”, conta.

Quando o prazo para entrega acabou, ele tentou contato com a loja, mas o site não existia mais. Como foi redirecionado pelo anúncio, também não se lembrava qual era a conta do Instagram. Ele chegou a fazer uma publicação no Reclame Aqui, mas não procurou o Procon ou uma delegacia “por causa da burocracia para pouco retorno”.

Segurança



Relatos. Dados de uma pesquisa sobre segurança on-line, realizada pelo PayPal no Brasil com quase 2,5 mil internautas que compraram na internet, revelam que 60% deles já ouviram relatos de amigos ou familiares que foram vítimas de fraudes na internet. Um a cada quatro deles já fez compras em sites duvidosos “porque era mais fácil que buscar o produto em outro site”.

Comportamento não tolerável



À reportagem, o Instagram afirmou que produtos falsificados e atividades fraudulentas prejudicam a experiência do usuário e que esse tipo de comportamento não é tolerado no Instagram.

“Temos diversos sistemas implementados para nos ajudar a detectar e remover atividades suspeitas antes que afetem os consumidores. Trata-se de um esforço contínuo que estamos empenhados em melhorar ao longo do tempo. Também construímos novos recursos que dão às pessoas o poder de gerenciar sua experiência com anúncios no Instagram e agir quando veem algo suspeito. Todos tipos de conteúdo dentro do Instagram, sejam publicações orgânicas, anúncios, Stories ou mensagens no Direct podem ser denunciadas para que possamos analisá-las”, disse a empresa em nota.

Para Tom Canabarro, co-fundador da Konduto, uma empresa focada em usar tecnologia para reduzir fraudes em lojas virtuais, é difícil ter acesso a dados concretos sobre anúncios fraudulentos. “Essas fraudes definitivamente existem, mas cabe às empresas responsáveis pelas redes sociais ou pelo espaço publicitário em questão checar a veracidade de quem está adquirindo os anúncios”, disse.

“Há golpes também na outra ponta da linha: empresas que criam robôs para forjar cliques em anúncios e links patrocinados. E aí quem anuncia é que se dá mal, porque pagou por cliques que, na verdade, não foram feitos por clientes em potencial”, afirma Canabarro.

Cuidados nas compras on-line



-Verificar se o CNPJ da empresa está ativo por meio do site da Receita Federal

-Checar se existem reclamações sobre a empresa no Procon ou no “Reclame Aqui”

-Consultar a lista de ‘evite esses sites’ do Procon

-Confirmar se a plataforma de venda é brasileira, porque o código do consumidor não vale para sites e empresas estrangeiras

-Registrar todo o processo de compra com prints da tela

-Não agir por impulso

-Verificar a origem da empresa e se ela tem canais de atendimento ao consumidor

-Contatar a empresa antes de concluir a compra

-Garantir que a compra está sendo feita em uma rede segura, evitando usar computadores de outras pessoas ou redes compartilhadas

-Não usar número de seguidores como indicador de confiabilidade

-Evitar boletos e transferências bancárias

 

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