terça, 19 de janeiro de 2021

Segurança
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Após entrega de bonificações, coronel Euller descarta greve das polícias na Paraíba

Rammom Monte / 20 de fevereiro de 2017
Foto: Secom-PB
O comandante geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel Euller Chaves, rechaçou a possibilidade de paralisação da corporação, como aconteceu em outros estados do país, como o Espírito Santo. Segundo o coronel, os policiais da Paraíba têm consciência da responsabilidade social de seus cargos. A possibilidade de greve fica cada vez mais distante depois de alguns benefícios garantidos pelo governo.

Nesta segunda-feira (20), por exemplo, governador Ricardo Coutinho entregou, simbolicamente, as bonificações de 8.735 policiais civis, militares e bombeiros referentes ao Prêmio Paraíba Unida pela Paz (PPup), previsto pela Lei 10.327, que instituiu recebimento semestral de valores em dinheiro para integrantes das Forças de Segurança de regiões e áreas integradas que apresentem queda no registro de Crimes Violentos Letais Intencionais (homicídios dolosos ou qualquer outro crime doloso que resulte em morte).

Por esse motivo também, o coronel Euller disse não acreditar em paralisação. "Não creio. As pessoas podem até querer do ponto de vista dos seus interesses pessoais e individuais, mas eu não creio porque as decisões fazem parte da individualidade, mas não creio que os PMs que são responsáveis, que fizeram um juramento e que escolheram ser militares estaduais farão qualquer tipo de movimento. O clima não é de movimento. O único movimento que tem é para trabalho, proteger mais pessoas”, disse.

Segundo o comandante, houve avanços nestes últimos anos, mas ele afirma que o governo ainda está em falta com os militares da reserva. “Houve um avanço nestes últimos anos, do ponto do de vista da renumeração concreta e que ultrapassa a inflação. Haveremos de avançar, como avançamos com o aumento de gratificação de motorista, magistério. Este modelo alguns não entendem e não gostam. Temos uma dívida concreta com os inativos, temos esta consciência. Mas temos a convicção e a confiança no governador Ricardo Coutinho que, no tempo certo, momento correto, haveremos de ter novas conquistas”, afirmou.

Apesar de reconhecer que está em dívida com os militares da reserva, o coronel afirmou que não haverá reajustes para a categoria. “Não haverá reajuste nenhum do pontos de vista de reformados, nem dos ativos, vamos ter uma complementação de parte do plantões. Eu creio e confio na inteligência na sabedoria, na força do governador Ricardo Coutinho. Que governante não quer da aumento aos seus funcionários? Nós temos um estado estável, equilibrado, mas para se manter este equilíbrio é muito complexo”, finalizou.

As bonificações

Ricardo Coutinho disse que a bonificação é um reconhecimento. “Este é o reconhecimento que o poder público faz ao trabalho incansável de homens e mulheres da segurança na Paraíba. É muito difícil fazer segurança nos dias de hoje no Brasil, mas o importante é que a média de ocorrências possa ser mantida em declínio e a Paraíba está conseguindo fazer isso, baixando os índices de criminalidade. O nosso objetivo é que os números diminuam cada vez mais. A premiação que estamos fazendo nesta solenidade é absolutamente justa, porque é importante que a segurança funcione a partir de metas estabelecidas e quem bateu as metas está recebendo o Prêmio Paraíba Unida pela Paz. Além disso, incluo os agentes penitenciários neste prêmio, já que o sistema penitenciário também é fundamental para manter a paz na sociedade”, frisou o governador.

Na ocasião, Ricardo Coutinho também destacou o esforço do Governo do Estado em incorporar uma parte dos extras dos policiais como salário. “O Governo criou o projeto de segurança salarial que incorpora uma parte das horas extras como salário para os policiais. Eu lembro que em dezembro de 2010 um soldado ganhava R$ 1.564 e, em março deste ano, vai ganhar R$ 3.057, ou seja, estou falando de 95% quando a inflação foi 50%, então não há o que discutir, porque avançamos muito e não somente na questão salarial, mas em equipamentos e em estrutura de trabalho”, enfatizou.

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