terça, 19 de janeiro de 2021

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Secretário assume falha na segurança do Centro Histórico

Lucilene Meireles / 10 de maio de 2016
Foto: Assuero Lima
 

“Tem coisas na vida da gente que é preciso assumir. Há uma falha nossa, da Segurança, uma responsabilidade. Temos que admitir que tem havido muitos crimes no centro da cidade. Estamos tentando melhorar, mas ainda existe muito problema. A população tem reclamado com razão”. A afirmação é do secretário de Segurança e Defesa Social da Paraíba (Seds), Cláudio Lima, referindo-se ao assassinato do cantor e compositor Pablo Scobá Dub, que ocorreu no fim de semana, no Centro Histórico da Capital. Moradores e comerciantes estão assustados.

Com medo de represálias, moradores e comerciantes não quiseram se identificar, mas todos garantem que a situação é cada vez mais preocupante, tanto pela questão da segurança, quanto pelo vandalismo, com as constantes pichações ao prédios tombados. Eles disseram que o medo é constante.

“Nos sentimos muito inseguros. Cada vez mais a bandidagem vem agindo”, disse uma moradora. Outro morador ressaltou que sempre há rondas, mas são insuficientes, porque só ocorrem até 23h. “Os policiais passam, mas não ficam, e os assaltos acontecem na saída das festas, depois de das 2h da madrugada”, observou. Sem contar que há usuários de drogas que utilizam prédios abandonados para traficar e se esconder.

Para quem mora ou trabalha na área, é necessário ativar um posto policial 24h, que foi prometido e nunca concluído, apesar de haver um espaço para ele. “Não queremos que acabem com as festas, porque são elas que movimentam o Centro Histórico. Se isso acontecer, é pior. Tem é que reforçar a segurança, porque nós não temos mais coragem nem de ir à praça”, disse uma moradora.

Aguarda reforma. De acordo com o coronel Lamarck Victor Donato, comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar e responsável pela zona norte, a Polícia Militar realiza rondas constantes no local, o posto 24h ainda não funciona porque o prédio precisaria passar por reforma e, como é tombado, existe uma série de obstáculos. Ainda segundo ele, o posto não impediria a ação de bandidos, porque eles iriam dar um jeito de driblar a presença da polícia. O comandante lamentou que, apesar do esforço, os casos de violência ocorram na região, mas garantiu que mantém uma boa relação com moradores.

Câmeras vigiam. A Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania de João Pessoa (Semusb) informou, através da assessoria de comunicação, existem câmeras no Centro da cidade, inclusive no Centro Histórico. O número não foi informado por medida de segurança. As imagens captadas são repassadas para os ônibus de videomonitoramento que ficam nas imediações do Paço Municipal e Tribunal de Justiça. O Grupo de Ações Preventivas (GAP) disponibiliza 20 homens, das 7h à meia-noite, cobrindo toda área do Centro, com duas viaturas e duas motos.

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