sexta, 14 de maio de 2021

Seca
Compartilhar:

Hospitais investem em novos equipamentos para driblar a crise hídrica na saúde

Francisco José e Giovannia Brito / 02 de setembro de 2015
Foto: Arquivo
Os hospitais de Campina Grande já começaram a empregar medidas preventivas à ampliação do racionamento a partir de 1º de novembro. Perfuração de poços, aquisição de dessalinizador e reaproveitamento da água usada na lavanderia são algumas das medidas adotadas. O Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, o maior do interior paraibano, que tem já um poço artesiano com vazão de três mil litros por hora – vai perfurar o segundo para reforçar a oferta de água. A informação foi do médico Geraldo Medeiros, diretor do Trauma.

Medeiros também informou que, está negociando com o Governo do Estado, para a instalação de um dessalinizador no hospital. Segundo o diretor, apesar da expressiva vazão do poço existente, a água que jorra dele é salobra. Daí a necessidade de torná-la própria para o consumo de funcionários, pacientes e acompanhantes.

Outra medida adotada pela direção do hospital é o reaproveitamento do que é usado na lavanderia. “Á água usada na lavanderia está sendo reaproveitada nas descargas e na higiene dos banheiros e outras dependências”, explica Geraldo Medeiros.

Pedro I tem poço artesiano

O Hospital Municipal Pedro I também conta com um poço artesiano, cuja vazão é de mil litros por hora. O Hospital João XXIII, o único que é referência em cardiologia na rede SUS também conta com um poço. Mas além da vazão do poço ser baixa, a água é imprópria ao consumo humano e está sendo empregada na limpeza externa.

A Secretaria de Saúde informou que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), o Hospital Dr. Edgley, o da Criança, o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), e o Serviço de Atendimento Móvel de Atendimento (Samu) vão receber novas caixas d´água para dar suporte as que já existem. Uma medida que já foi implantada trata-se da transferência do serviço de lavanderia dessas unidades para o Pedro I, que conta com o poço e mais dois reservatórios, um de 120 mil litros e outro de 24 mil. A lavanderia desse hospital será ampliada.

Segundo a gerente administrativa Alexandrina Moreira Formiga, o João XXIII está fazendo reaproveitamento da água usada no tratamento de hemodiálise, que é tratada e novamente bombeada para caixa do hospital. Outra medida é a manutenção permanente do sistema hidráulico para evitar vazamentos.

Modelos serão entregues

Os dois novos modelos de racionamento serão apresentados na próxima semana à Secretaria de Recursos Hídricos do Estado pela Cagepa, para que um deles seja aceito e já partir do dia 1º de novembro comece a funcionar em Campina Grande e em todas as cidades abastecidas pelo açude de Boqueirão. A ampliação deverá acarretar em uma interrupção no abastecimento de água de 80 horas, que poderá ser contínua ou alternada.

A terceira etapa do racionamento foi uma decisão tomada em consenso com a Agência Nacional das Águas (Ana). O novo modelo de contenção do uso das águas valerá para todas as cidades que recebem água do Boqueirão. “Estamos finalizando essa semana um estudo mostrando dois formatos de racionamento. Infelizmente a população vai ter que contribuir ainda mais.”, declarou o diretor regional da Cagepa, Simão Almeida.

Um dos modelos a ser apresentado pelo órgão para Campina Grande poderá ser a indicação de que o fornecimento seja interrompido às 17h do sábado, e retomado na quarta-feira. Outro formato deverá ser em dias alternados da semana.

Relacionadas