quinta, 26 de novembro de 2020

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Barreiros dos Rios Paraíba e Taperoá retardam a chegada da água no açude

Fernanda Figueirêdo Com Redação / 13 de janeiro de 2016
Foto: Arquivo
Barreiros particulares construídos ao longo dos veios secundários que alimentam os rios Paraíba e Taperoá – principal bacia responsável pela recarga hídrica do Açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão – retardam a chegada da água hoje tão necessária à regularização do abastecimento de Campina Grande e mais 18 localidades.

As chuvas da última semana de dezembro, embora em quantidades acima da média, não foram suficientes para modificar a atual realidade de racionamento vivida por Campina, mas é fato que poderiam ter melhorado um pouco mais o estoque de água disponível no açude de Boqueirão.

“A influência do homem sobre a natureza tem impactado de forma negativa a plena recarga do açude de Boqueirão. Para que a água chegue aos rios principais, todos esses incontáveis barramentos precisam sangrar”, explicou Alexandre Magno Medeiros, gerente de monitoramento e hidrometria da Aesa.

Na Paraíba, as leis estaduais 10.165/2013 e 7.079/2005 regem como os serviços ambientais podem ser utilizados, ou seja, em quais situações pode haver a construção licenciada desse tipo de barramento nos leitos de rios. “O problema não são os barreiros em si, mas a falta de planejamento para construção destes. Exatamente por isso que a Aesa precisa outorgar essas construções, para fazer uma análise do local e verificar se realmente aquela água pode ser represada sem danos à natureza”, disse Alexandre.

Leia mais no Jornal Correio da Paraíba.

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