domingo, 09 de maio de 2021

Saúde
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Vírus Influenza mata 10 pessoas na PB em 2018

Katiana Ramos / 25 de agosto de 2018
O vírus Influenza matou dez pessoas este ano na Paraíba. Desde total, o subtipo H1N1, que voltou a circular no Estado, matou oito. Os óbitos foram em decorrência de complicações da gripe e o número já ultrapassa o total de mortes de 2017.

Mesmo com a meta da vacinação alcançada, a gripe H1N1 voltou a assombrar os paraibanos e 18 pessoas foram contaminadas pelo vírus. A chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Anna Estella Pachá, alertou que as complicações em decorrência da gripe, independente do subtipo, acontecem principalmente por conta do estado imunológico da pessoa.

“O que vai diferenciar as reações e as consequências da Influenza em cada um é o estado imunológico. Por isso, que na campanha de vacinação existem os grupos prioritários. Quando você se imuniza e fortalece a imunidade, você fica mais protegido. Se pegar o vírus, pode não ter tantas complicações”, explicou.

Anna Estella lembrou ainda que o período de maior vulnerabilidade para a contaminação por gripe e disseminação do vírus é o período de transição entre o outono e o inverno, quando as chuvas ficam mais recorrentes e a temperatura cai.

“Esse é um fator externo de risco para contaminação. É um período em que muitas pessoas ficam vulneráveis por conta da mudança de clima. Por isso, é importante tomar medidas de prevenção e também de evitar alguns hábitos para não contaminar outros, se estiver com o vírus”, complementou Anna Estella.

Além do subtipo H1N1, os demais óbitos registrados na Paraíba em decorrência de complicações da Influenza foram pelos subtipos B e da H3 Sazonal. Estes últimos foram os que circularam no ano passado e ocasionaram os óbitos.

2018

O número de notificações de casos envolvendo SRAG deve ultrapassar o total dos registros de 2017. Já são 234 notificações, contra 240 ao longo do ano passado, conforme os dados da SES.

Sintomas

Inicia-se em geral com febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Os sintomas respiratórios como a tosse e outros, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral de três a cinco dias após o desaparecimento da febre.Alguns casos apresentam complicações graves, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar. Devido aos sintomas em comum, pode ser confundida com outras viroses respiratórias causadoras de resfriado.

Atenção especial para SRAG

A Influenza e seus subtipos estão contidos na Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que também engloba outros tipos de doença que causam complicações no sistema respiratório e podem, além dos vírus, ser causadas por bactérias, como é o caso da pneumonia. “Por isso que nas nossas unidades sentinelas nós coletamos as amostras dos pacientes que chegam com o quadro de SRAG e fazemos as análises para saber quais são os vírus estão circulando no Estado”, acrescentou a chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis da SES.

Os órgãos de saúde alertam que a Influenza é classificada como infecção viral aguda do sistema respiratório, de elevada transmissibilidade e distribuição global. Um indivíduo pode contraí-la várias vezes ao longo da vida.

Em geral, tem evolução autolimitada, podendo, contudo, apresentar-se de forma grave.

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