sexta, 15 de janeiro de 2021

Saúde
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Vigilância Sanitária está de olho em comércios com comida estragada

Beto Pessoa / 29 de novembro de 2017
Foto: Assuero Lima
Cerca de 50% dos alimentos apreendidos pela Vigilância Sanitária de João Pessoa têm origem animal. A causa mais frequente das apreensões é a falta de certificados para comercialização, documentos que garantem a procedência e higiene desses produtos.

Vômito, diarréia e até morte são algumas das conseqüências da ingestão desses alimentos, explica a nutricionista da Coordenação de Alimentos da Vigilância Sanitária, Marli Pereira. “É um risco e pode gerar diversas intoxicações, as chamadas Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs). Elas podem até enviar o indivíduo a óbito, dependendo da bactéria”, disse.

De acordo com a coordenadora de Alimentos do órgão, a Vigilância possui um cronograma de inspeções, mas muitas ocorrências são estimuladas por denúncias na ouvidoria. “Até outubro fiscalizamos 15 estabelecimentos através de denúncias. Pessoas que verificam as irregularidades e alertam a Vigilância”, disse Marli Pereira.

A representante da Vigilância explicou ainda os cuidados que o consumidor deve ter antes de comprar alimentos, seja no comércio ou setor de serviços. “No supermercado, sempre verificar a validade. Nos restaurantes, lanchonetes e bares é verificar a higiene do local. Se está sujo, se tem vetores ou insetos, como ratos e baratas, além do manuseio dos alimentos por parte dos funcionários”, explicou.

Outra dica importante é analisar a comida que é colocada no prato, uma vez que são exigidas condições específicas de ar condicionamento. “Os frios devem ser colocados sob refrigeração, naquelas bancadas ar condicionadas. Comidas quentes precisam estar numa temperatura acima de 60º. A dica é, se você colocar um feijão no prato, por exemplo, você verá ele fumaçando, pois está quente. Se ele estiver frio, é porque não está na temperatura adequada e pode causar intoxicação”, disse.

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