terça, 24 de novembro de 2020

Saúde
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Verba do Ministério da Saúde ajuda hospitais universitários, mas nem tanto

Bruna Vieira / 13 de agosto de 2016
Foto: Assuero lima
O Ministério da Saúde anunciou liberação de R$ 2,4 milhões para os três hospitais universitários na Paraíba – o Lauro Wanderley, em João Pessoa, o Alcides Carneiro, em Campina Grande, e o Júlio Bandeira de Mello, em Cajazeiras – mas o recurso não tem data para chegar. A verba é para complementar os gastos com custeio dos serviços ambulatoriais e internações, mas não alivia totalmente a situação financeira dos hospitais. O hospital Lauro Wanderley, por exemplo, atende pacientes da média e alta complexidade até de estados vizinhos.

O superintendente do HULW, Arnaldo Medeiros, explicou que o recuso é bem-vindo, mas dificulta o planejamento da aplicação, já que não é fixo.

“As parcelas ajudam bastante, quando chega é um grande alívio. Mas, não dá para fazer programação orçamentária antecipada, porque o valor não é fixo e não sabemos o dia ou o mês que receberemos. Faz parte do Programa de Reestruturação dos HUs, em parceria do MEC e MS (Rehuf). São aplicados em insumos, equipamentos e medicamentos. Precisamos de R$ 2,4 milhões para manter os serviços. O município repassa R$ 1,5 milhão. O resto é a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) que cobre”, informou.

Em relação aos procedimentos de cateterismo que estão sendo pactuados com a Secretaria de Saúde de João Pessoa, o superintendente afirmou que alguns procedimentos já são realizados. “Vamos avançar na habilitação cardiovascular e queremos ser referência. Falta assinar o contrato. Em dois anos e meio aumentamos os leitos de 110 para 196 e 60% do fluxo cirúrgico. Fazemos tomografia de 64 canais, alta tecnologia. Estamos na fila para instalar os aparelhos de ressonância magnética”, concluiu Arnaldo.

Alta procura

O marceneiro João Batista,67, viaja 135 km de Caiçara até a capital para fazer tratamento de um tumor no ombro. No seu município não há tratamento especializado. “Marquei três vezes a cirurgia e não deu certo. Uma vez foi por causa da reforma. Espero conseguir até o fim do ano. Há 23 anos tenho esse caroço no braço, nunca doeu. Já faz uns treze anos que frequento o HU. Vem bastante gente de lá. ”, contou.

Josefa Soares, 64, conhece os serviços do hospital. “Quase toda semana venho como meu irmão para o médico do pulmão e do coração. O atendimento é bom, o problema é a demora na fila e para marcar exame”, disse a doméstica.

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