quinta, 18 de julho de 2019
Saúde
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Venezuelana chega à Paraíba com diagnóstico de malária

Lucilene Meireles / 27 de junho de 2019
Foto: Divulgação/Portal Biologia
A Paraíba registrou mais um caso de malária na última terça-feira, dia 25, mas a Secretaria Estadual da Saúde (SES-PB) esclareceu que não se trata do 13º e, sim, um caso importado. A paciente é uma venezuelana de 51 anos que já chegou ao município do Conde – no Litoral Sul – dia 23 de junho com sintomas da doença. Ao todo, são 12 situações autóctones, ou seja, naturais do Estado. As notificações na Paraíba começaram no mês de abril e só este mês, além do caso importado, foram cinco diagnósticos positivos.

Talita Tavares, gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, explicou que o trabalho de busca ativa dos casos na comunidade é uma das medidas prioritárias que deve ser mantida pelos profissionais do município do Conde. A ação permite identificar os casos nos primeiros dias com o objetivo de interromper a transmissão do parasita.

Ela observou que devem procurar o serviço de saúde pessoas residentes no Conde que apresentarem sintomas ou quem esteve no município no período de 8 a 30 dias antes da data dos primeiros sinais. Os mais comuns são febre, acompanhada ou não de cefaléia, náuseas, fadiga, anorexia, calafrios, sudorese, cansaço, mialgia e tremores.

“O município de Conde tem equipe médica qualificada para iniciar a medicação dos casos positivos quando esses chegam sem complicações. Nem todo paciente positivado para malária necessariamente deverá ser hospitalizado”, ressaltou a gerente.

Paciente está no HU

A paciente está internada desde a terça-feira, dia 25, no Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), em João Pessoa. De acordo com a assessoria de imprensa da unidade, o diagnóstico foi feito no município do Conde. A venezuelana apresentou sintomas sugestivos de malária desde o dia 23, quando chegou à Paraíba. Ela está no Brasil desde 1º de junho e hoje é a única internada no hospital com a doença.

Ainda conforme a assessoria, a mulher não é refugiada. Ela tem uma filha que mora no Conde e tem visto de seis meses de permanência no Brasil. Conforme o HULW, ela teria adquirido a malária em Roraima e ainda lá teria iniciado o tratamento. Porém, não há informação se foi concluído.

Ao chegar no município do Conde, com sintomas, refez o teste e o resultado foi positivo.

7 a 30 dias É o período de incubação da malária, segundo a SES-PB.

Sobre a malária



É uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A SES informou que não é uma doença contagiosa. A transmissão é através do vetor, que é a fêmea do mosquito Anopheles, também conhecido como mosquito prego, infectada por Plasmodium, um tipo de protozoário.

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