terça, 16 de julho de 2019
Saúde
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Unidade de Pronto Atendimento é interditada na Capital

Da redação com assessoria / 14 de maio de 2019
Foto: Arquivo/Juliana Santos
Quem procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruz das Armas, em João Pessoa, hoje correrá o risco de não ser atendido. O motivo é que o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) interditou eticamente os profissionais do local pela falta de segurança no exercício da profissão.

Segundo o órgão fiscalizador, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da Capital não teria cumprido a recomendação do CRM e reforçado a segurança dos profissionais médicos que atuam no local.

Em uma reunião com o Conselho, no dia 25 de abril, os médicos, assim como outros profissionais da saúde da unidade, relataram que sofrem agressões verbais e físicas. No dia 29 de abril, o CRM-PB notificou a direção da UPA e deu um prazo de dez dias para que fosse providenciada a segurança adequada para garantir que os profissionais possam exercer sua profissão com tranquilidade. Na manhã de ontem, a equipe de Fiscalização do conselho esteve na unidade para verificar se a determinação foi cumprida. “Infelizmente, a segurança para os profissionais não foi providenciada e não nos restou alternativa a não ser interditar eticamente os médicos”, explicou o diretor de Fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa.

“Os médicos disseram que a UPA conta apenas com seguranças do patrimônio. É preciso que haja segurança para as pessoas que chegam para trabalhar, assim como para os pacientes, mesmo que seja uma segurança privada”, destacou o presidente do CRM-PB, Roberto Magliano de Morais.

Por sua vez, a Secretaria Municipal de Saúde informou, por meio da assessoria de comunicação, que havia sido enviado um Plano de Segurança para o CRM, e reiterado ontem, por ofício, ao qual consta a escala de três guardas e um vigilante por cada plantão. Além disso, o serviço conta também com rondas da Guarda Municipal. A Secretaria lembrou ainda que esses profissionais são responsáveis pela segurança dentro da unidade de saúde, tem a função de zelar pela integridade dos usuários e profissionais do serviço, além de manter a segurança do patrimônio público.

O que significa. As interdições éticas do CRM-PB impedem, exclusivamente, o médico de atender nas unidades de saúde. A medida objetiva de preservar a dignidade do atendimento médico à população e a segurança do ato médico.

Escala



No dia 25 deste mês termina o prazo para a direção da UPA de Cruz das Armas apresentar ao CRM-PB a escala completa dos médicos. Atualmente a unidade conta com cinco médicos, porém são necessários seis para preencher a escala. “Médicos relataram que, por muitas vezes, atendem até 100 pacientes em um mesmo dia, por falta de outros profissionais. Infelizmente, isso não pode acontecer. É preciso que haja uma quantidade adequada de médicos para atender a população de forma segura”, disse o diretor de fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa.

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