quinta, 27 de junho de 2019
Saúde
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Uma entre cada cinco pessoas não sabe que tem HIV

Bruna Vieira / 13 de novembro de 2016
Foto: ARQUIVO/CORREIO
A falta de informação e prevenção dificultam o diagnóstico e combate à infecção por HIV/Aids. Segundo dados do Ministério da Saúde, uma em cada cinco pessoas que têm o vírus não sabe que é soropositiva. Na Paraíba, estima-se que 1.332 pessoas vivam nessa situação. Para a chefe do núcleo DST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde, Joana Ramalho, falta sensibilização à gravidade da doença, que leva os jovens a se protegerem menos nas relações sexuais.

Joana Ramalho, explicou que a estatística é feita com base no número total de pessoas diagnosticadas que procuram o serviço. “Essa é uma avaliação do Ministério da Saúde, baseado na quantidade de pessoas que procuraram o serviço, levando em consideração a cadeia de pessoas ao redor dela. Porque ela foi até o serviço, mas, o parceiro não foi e possivelmente teve relações com outras pessoas. O ciclo se fecha com quatro ou cinco pessoas que não sabem que têm. Por isso trabalhamos em cima do teste independente de sintoma. Antes só gestante fazia através da Rede Cegonha, agora todo PSF faz, mas, tem aconselhamento antes e depois, independente do resultado”, esclareceu.

Segundo Joana, muitas pessoas que morrem em decorrência da Aids, só descobrem quando já estão em fase terminal. “Tantas pessoas desconhecem que têm o vírus por conta de não terem coragem de fazer o teste com medo do resultado e a falta de informação. Ainda tem gente que acha que sexo oral não transmite. O perfil mudou, há cultura e preconceito de que só quem é magro tem a doença. Mas, se tiver imunidade boa, a carga viral fica indetectável por um bom tempo. Pessoas fortes e bonitas também carregam o vírus. A doença não está associada a uma sentença de morte, porém, ainda morrem mais de 100 por ano e isso é muito. A maioria dos que morrem, quando procuram o serviço já vão em estado grave porque não sabiam que tinham, não iniciaram o tratamento e em decorrência disso vai a óbito. Isso ocorre muito entre os jovens e pergunta-se por que morrem tão cedo. Muitos descobrem na internação, já no óbito ou há poucos dias de morrer, sem tempo de aderir ao tratamento. O que mata são as doenças oportunistas, como a neurotuberculose, neurossífilis, neurotoxoplasmose e câncer. É interessante fazer dois tipos de teste, o rápido, que fica pronto entre 15 e 30 minutos e o de fluido oral”, explicou.

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