quarta, 19 de dezembro de 2018
Saúde
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UFPB usa eletrodo contra Alzheimer

Bruna Vieira / 11 de setembro de 2016
Foto: Assuero Lima
Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) desenvolveram um novo tratamento para o mal de Alzheimer. O método de estimulação cerebral com eletrodos já é usado em outros países para outras doenças neurológicas, mas, para o Alzheimer é a primeira vez.

Mais de 40 pacientes testaram a técnica e apresentaram melhoras na memória e concentração, áreas do cérebro que ficam comprometidas.

O sistema é eficiente para pacientes nos estágios leve e moderado. A responsável pelo estudo na Paraíba, Suellen Andrade, explicou a novidade da técnica: “Trata-se de um tratamento não invasivo, com o objetivo de estimular o córtex cerebral por meio de um neuroestimulador, associado à intervenção cognitiva. Atualmente, somos pioneiros  a avaliar os efeitos desta terapêutica em seis diferentes regiões corticais afetadas pela doença. Ou seja, não é apenas a região da memória que tratamos, mas também linguagem, atenção e outras funções relacionadas às atividades do dia-a-dia.Além disso, o tratamento é gratuito e o procedimento é seguro, não sendo necessário nenhum tipo de cirurgia”

Segundo a professora do Programa de Pós-Graduação em Neurociência Cognitiva e Comportamento, o método está sendo testado há um ano, em parceria com a Associação Brasileira de Alzheimer e conta com 30 profissionais de medicina, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e biomedicina.

"Nossos pacientes tem apresentado ganhos cognitivos significantes. Visto que a doença é progressiva, o fato de alguém não apenas conseguir manter seu desempenho cognitivo estável, como também alcançar uma melhora, quando o esperado seria um declínio progressivo, é inovador e relevante", declarou a pesquisadora Suellen Andrade.

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