domingo, 19 de maio de 2019
Saúde
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Trauma já atendeu mais de 2,9 mil casos de queda em 2019

De assessoria / 23 de março de 2019
Foto: Assuero Lima
Os acidentes domésticos como quedas, pancadas na cabeça, tropeços e escorregões são comuns e podem ser muito perigosos. No Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, quedas lideraram os registros de atendimento. Em 2018 foram 13.410 vítimas, sendo a maioria crianças e idosos. De janeiro a março deste ano já houve 2.918 atendimentos.

O setor de estatística informa que os casos mais comuns são quedas da mesma altura (12.786), queda por andaime (85), árvore (76), caminhão (9), escada (424) e ônibus (30). Os acidentes são os maiores responsáveis, anualmente, por milhares de traumatismos cranianos e da coluna vertebral, chamados de neurotraumas.

A faixa etária que necessita de mais atenção são as crianças entre 0 a 12 anos, que corresponde aproximadamente 36% das ocorrências, totalizando 4.583 casos. Outra faixa que requer cautela são os idosos: cerca de 3.572 pessoas acima de 60 anos deram entrada na unidade hospitalar no ano passado.

Segundo o diretor geral da instituição, Leonardo Leite, acidentes como estes trazem prejuízos físicos e econômicos, sequelas emocionais e perdas financeiras, que poderiam ser prevenidos com medidas simples. “Em idosos, a queda pode representar um marco. Os danos físicos e/ou psíquicos podem se transformar em sequelas permanentes, trazendo sérias dificuldades para manutenção das atividades diárias”, salientou.

O coordenador da Pediatria do Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, Fabiano Alexandria, comentou que no caso de quedas, se forem acidentes leves, costumam formar apenas um ‘galo’ ou hematoma na cabeça.

“Mas se a criança vomitar, perder consciência e mudar o comportamento, chorar com persistência e ficar muito irritada, os pais ou responsáveis devem levar para avaliação médica, visando fazer o exame neurológico”, ressaltou.

A dona de casa Michele de Paula levou a filha de dois anos para ser atendida. A criança caiu da escada de casa.

“Fiquei muito assustada quando vi o hematoma que criou na cabeça da minha filha, por isso não pensei duas vezes na hora de trazer ela ao hospital. Melhor pecar por excesso do que por falta. Aqui ela realizou todos os exames necessários e foi observado que a sonolência foi devido ao estresse do momento. Graças a Deus ela está bem e já pode ir para casa”, finalizou Michele de Paula.

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