sábado, 17 de agosto de 2019
Saúde
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Teto de gastos impede que Laureano atenda demanda por radioterapia

Katiana Ramos / 05 de janeiro de 2019
Foto: Nalva Figueiredo
A fila de novos pacientes na espera pelo tratamento de radioterapia no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, tem, em média, 150 pessoas por mês. Operando com três aparelhos para realizar o procedimento, o hospital consegue atender cerca de 300 pacientes por dia. No entanto, por ser o centro de referência nesse tipo de procedimento no Estado, e por ter o teto de gastos limitados o serviço não consegue atender a demanda.

A diretora do Hospital Laureano, Tereza Lira, explicou que a instituição não recebe aumento no teto de gastos com radioterapia desde 2014. Na contramão, a demanda pelo serviço aumenta a cada ano. “Estamos trabalhando com o teto de recursos de 2014 e a demanda cresceu muito. Não temos como atender todo mundo porque ficamos a mercê do teto financeiro. Temos que atender de acordo com o que o Ministério da Saúde repassa para nós, por meio da Secretaria de Saúde de João Pessoa. Se não houve aumento de recursos via Ministério, a Saúde não tem como aumentar. No ano passado, recebemos um aumento de R$ 100 mil da Prefeitura, que nos ajudou muito. Mas, não é suficiente”, detalhou Tereza Lira.

Novos pacientes. Ela lembrou ainda que a fila de espera pela radioterapia é formada por novos pacientes e que o tempo aguardado pelas pessoas é, em média, de 45 a 50 dias, que é o período de realização do procedimento de cada paciente atendido pelo serviço. “Um tratamento com radioterapia dura, pelo menos, 45 dias, de acordo com cada caso. No caso dos pacientes que fazem tratamento associado (quimioterapia e radioterapia simultaneamente), eles não ficam na espera e ai encaixamos nas sessões”, acrescentou a diretora.

Ela disse ainda que a demanda reprimida de pacientes sempre existiu porque o Hospital Laureano é o que mais recebe pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que precisam desse procedimento. Além disso, o aumento de casos de câncer a cada ano contribuem para aumentar as filas por tratamento na rede pública.

“Esperamos que quando o Hospital do Câncer do governo do Estado, em Patos, começar a oferecer esse tratamento, a nossa demanda diminua, porque recebemos pessoas de todo o Estado aqui no Laureano”, disse.

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