quinta, 24 de janeiro de 2019
Saúde
Compartilhar:

Somente este ano, sete academias foram interditadas e 84 notificadas na Paraíba

Aline Martins / 14 de agosto de 2018
Foto: Reprodução
A busca pela boa forma, por um corpo torneado ou mesmo um bom condicionamento físico faz centenas de homens e mulheres lotarem academias, principalmente quando se aproxima a estação mais quente do ano, o Verão. No entanto, para evitar riscos à saúde, por exemplo, é necessário saber as condições do estabelecimento. Somente este ano, sete academias foram interditadas na Paraíba por meio de ordem judicial. Outras 84 unidades foram notificadas, pois no momento da fiscalização não havia profissionais. Nesse último caso, o estabelecimento voltou a funcionar após a chegada do profissional registrado pelo Conselho Regional de Educação Física (CREF10), regional Paraíba.

Dentre as principais irregularidades estão ausência de registro de pessoa jurídica do estabelecimento junto ao Conselho Regional, profissionais exercendo irregularmente a profissão, desvio de função e equipamentos considerados sem condições de uso. No Estado, as interdições ocorreram nos municípios de Monteiro, Ingá, Areia, Mamanguape e Santa Rita. Nessa última cidade, na Região Metropolitana de João Pessoa, a interrupção do serviço aconteceu em julho. A ação contou com o apoio do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e Polícia Militar.

O diretor de Orientação e Fiscalização do CREF10, Bruno Moura, explicou que em todo estabelecimento é necessário ter um profissional técnico responsável. Da mesma forma que coloque visível os horários de sua presença no local. Além disso, durante o funcionamento a academia deve ter um profissional registrado no Conselho. “Quando localizamos que não tem profissional registrado ou o local não está registrado, a academia fica impedida de funcionar até solucionar o problema”, afirmou, acrescentando que as fiscalizações fazem parte da agenda do CREF10. Quando há denúncias, o caso passa a ser logo investigado.

No caso das denúncias, Bruno Moura comentou que são necessários alguns detalhamentos para facilitar a fiscalização como endereço, nome das pessoas envolvidas, horários que estão presentes ou funcionamento da academia e o contato do denunciante. Caso não queira ser identificado, o nome será preservado. A ideia do contato é apenas para obter um feedback (resposta) da denúncia que pode ser feita pessoalmente, por telefone ou no site do Conselho, onde é colocado o passo a passo. Pode-se verificar na página do CREF10 se o profissional da academia é registrado.

Ainda de acordo com Bruno Moura, as pessoas devem observar se o local tem o credenciamento junto ao Conselho e o quadro técnico da presença do profissional. Ele lembrou que estagiário não é profissional e que precisa ter acompanhamento de um educador físico.

O profissional registrado pelo CREF10, José Yoge Mota Soares, da Training Academia, orienta que “antes de iniciar atividade física na academia é recomendação é procurar um médico”.

Relacionadas