quinta, 01 de outubro de 2020

Saúde
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Sífilis: como diagnosticar e prevenir a doença

Redação com assessoria / 27 de outubro de 2016
Foto: Divulgação
O Ministério da Saúde revelou nesta semana que o Brasil enfrenta uma epidemia de sífilis, doença sexualmente transmissível (DST) que pode ser identificada pelo aparecimento de rachaduras e membranas mucosas na região genital. Conforme o último boletim epidemiológico do governo, entre junho de 2010 e 2016 ,foram notificados quase 230 mil casos novos da doença.

Na Paraíba, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou 3.612 casos de sífilis, sendo 2.230 casos em gestante e 1.382 casos de sífilis congênita na Paraíba no período de 2011 até a 39ª semana epidemiológica de 2016. Em ambos os tipos, observa-se um aumento na taxa de detecção ao longo dos anos, o que ressalta a importância do cuidado constante e da vigilância nos serviços de saúde.

“Na gravidez, o diagnóstico clínico depende da fase evolutiva da doença. Na sífilis primária, o sintoma mais característico é o surgimento de feridas indolores, que são contagiosas, e nódulos linfáticos inchados. No caso da sífilis secundária, pode-se apresentar febre, lesões avermelhadas na pele, fadiga, dores e perda de apetite”, alerta o ginecologista responsável pela área de Reprodução Humana da Criogênesis, Dr. Renato de Oliveira.

O especialista explica que diagnóstico requer a solicitação de um exame não específico chamado VDRL (Venereal Disease Research Laboratory), que é realizado por meio da coleta de sangue. “É um exame simples, de baixo custo e rápido. Durante o primeiro e a transição do segundo para o terceiro trimestre da gravidez, todas as gestantes devem realizá-lo. Se a mãe não fez o pré-natal ou não realizou o exame durante o terceiro trimestre, ele deverá ser feito no momento da internação para o parto. Deve-se ressaltar que sífilis é uma doença de notificação compulsória, ou seja, caso o diagnóstico seja feito, deve-se informar os órgãos de saúde pública responsáveis”, esclarece.

- O que é e quais os sintomas da sífilis?

A sífilis é uma doença causada pela bactéria Treponema pallidum.  Na fase primária se manifesta por meio de ulcerações nos órgãos genitais, lesões endurecidas e indolores. Na secundária, ocorrem lesões avermelhadas em mãos, pés, mucosa oral, além de febre, mal-estar e dor de cabeça. Já a terciária, o último estágio, apresenta comprometimento do sistema nervoso central, sistema cardiovascular e ossos.

- Como é a transmissão?

Pode ser transmitida durante o a relação sexual, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto.

- Como é o tratamento?

No geral, o tratamento é realizado com antibióticos e deve estender-se aos parceiros sexuais. A dosagem varia de acordo com o estágio da doença.

- Quais as consequências da sífilis congênita?

A sífilis congênita pode se manifestar durante a gestação, logo após o nascimento ou nos primeiros dois anos da criança. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas estão presentes já nos primeiros meses. Ao nascer, a criança pode ter pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou deficiência mental. Em alguns casos, a sífilis pode ser fatal.

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