quarta, 12 de maio de 2021

Saúde
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‘Setembro Verde’ alerta sobre aumento de casos de câncer na Paraíba

Lucilene Meireles / 28 de setembro de 2018
Foto: Assuero Lima
A Paraíba deve somar, este ano, 320 novos casos de câncer colorretal, um tumor maligno que se forma dentro do intestino grosso e que tem afetado cada vez mais pessoas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), houve um aumento nacional de 6% em relação ao índice anterior, que também é aplicado à Paraíba. No Estado, até o final de 2018, terão sido cerca de 27 novos diagnósticos deste tipo de neoplasia a cada mês, conforme a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Desde o início do ano, o câncer colorretal foi a causa de 63 óbitos nos municípios paraibanos.

Conforme a coloproctologista Shirlane Frutuoso, a prevenção começa com a adoção de uma alimentação mais saudável. “Outro passo é procurar um médico. Quem tem risco maior, tem que fazer a colonoscopia. O exame é indicado a partir de 50 anos para quem não tem sintoma. Considerando quem tem antecedentes familiares, é preciso observar o seguinte: Se o pai teve com 50 anos, a pessoa deve fazer dez anos antes da idade em que o parente foi diagnosticado. Neste caso, seria com 40 anos”, explicou.

A presença de um pólipo durante o exame acende um alerta, e o intervalo entre a primeira e a segunda colonoscopia depende do achado da primeira. “Se o paciente não se enquadra em um grupo de risco, se não tem nenhum pólipo, só deverá repetir o exame em dez anos. Já se houver antecedentes na família ou se for localizado algum pólipo no primeiro exame, a frequência será um exame por ano. Mas, há um escalonamento que varia conforme o risco individual de cada paciente”, esclareceu.

Investigação mais cedo.  A partir de estudos com grupos de pacientes, a Sociedade Norte-Americana do Câncer verificou que o número de casos de câncer colorretal tem aumentado em pessoas mais jovens. Por isso, a partir do próximo ano, a SBCP deverá reduzir a idade, iniciando o rastreamento aos 45 anos.

A redução da idade para a prevenção incorporada pela American Chemical Society (ACS) teve como base levantamento realizado pela entidade que concluiu que nascidos nos anos 1990 terão o risco dobrado para câncer no cólon e quadriplicado para tumores no reto, quando comparados a pessoas nascidas nos anos 1950.

“Provavelmente, esse aumento de casos entre os mais jovens está acontecendo porque as pessoas estão com hábitos muito ocidentalizados, como a ingestão de carnes processadas, salsicha, mortadela, enlatados, alimentos industrializados, além do tabagismo e do alcoolismo. Eles estão mais expostos a estes fatores de risco”, enfatizou a médica.

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