domingo, 09 de dezembro de 2018
Saúde
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Serviço de atendimento do HU para fissura labiopalatina vai ampliar capacidade

Aline Martins e Ainoã Geminiano / 23 de fevereiro de 2018
Foto: ALINE MARTINS
A fissura labiopalatina se trata de uma má formação congênita que compromete a face, a arcada dentária e o palato do céu da boca. O único serviço público que dispõe de tratamento completo e gratuito para o problema é o Setor de Fissurados do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), no Campus I da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa. Atualmente o HULW faz uma média de 80 atendimentos mensais, entre consultas, terapias e cirurgias. Mas o setor está sendo ampliado e modernizado, devendo ampliar sua capacidade para mais de 100 atendimentos mensais.

A doméstica Jaquelma dos Santos, 31 anos, moradora de Itapororoca, que fica a 80 quilômetros de distância da Capital, leva o filho de 3 anos e 4 meses desde que ele nasceu para ser atendido no HULW. Ele passou por uma cirurgia no palato e agora será acompanhado por uma fonoaudióloga. O menino teve apena a fissura unilateral, que afeta apenas o palato. “Eu descobri que Davi Lucas tinha quando ele nasceu. A enfermeira falou e assim busquei atendimento. Na minha família e nem a do pai dele tem pessoas com esse problema”, comentou.

O cirurgião plástico Paulo Germano Furtado, coordenador do serviço, explicou que o tratamento de um fissurado varia de acordo com o grau da fissura que apresenta, podendo levar de um a 15 anos para ser concluído. Se realizado na rede privada, o tratamento completo pode facilmente passar de R$ 100 mil, segundo o cirurgião.

“É um tratamento que envolve muitas especialidades médicas, alguns dos serviços mais caros como as cirurgias ortodônticas. Quando é uma fissura simples, apenas no lábio, uma única cirurgia pode resolver. Mas isso é a minoria dos pacientes, algo em torno de 3%. Os demais casos exigem vários procedimentos”, explicou.

A idade ideal para operar é após os três meses de vida. Além disso, as maioria das crianças ainda precisam de cirurgia para fazer enxerto ósseo na arcada dentária, porque os dentes nascem mal posicionados e por conta disso há uma necessidade de intervenção. Além disso, o paciente também vai precisar passar por tratamento ortodôntico e fazer cirurgia de nariz (entre 14 e 15 anos).

O setor de fissurados funciona de segunda a sexta-feira e o acesso dos pacientes é por demanda espontânea, o que significa não ser necessário encaminhamentos prévios para atendimento.

Além dos pacientes da Paraíba, o serviço ainda atende moradores dos estados vizinhos. Mas, segundo o coordenador, ainda há muita gente que não conhece o atendimento.

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