quarta, 20 de novembro de 2019
Saúde
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Secretaria de Saúde do Município não registra casos de microcefalia em 2017

Socorro e Silva / 29 de junho de 2017
Foto: Reprodução
João Pessoa não registrou caso confirmado de criança nascida com microcefalia este ano. A informação foi repassada pelo secretário municipal de Saúde, Adalberto Fulgêncio, durante lançamento de um conjunto de ações para bebês com microcefalia e suas famílias, na manhã desta quarta-feira (28) e reforçada por Simone Jordão, presidente da Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad), que é a principal referência do Estado, no tratamento da má formação. Segundo o secretário, o dado positivo é resultado do trabalho preventivo de sucesso para evitar novos. “Trabalhamos muito nos anos de 2015 e 2016 no combate ao mosquito e o resultado é que não tivemos, nestes seis primeiros meses de 2017, o nascimento de nenhum bebê com microcefalia. Isso é muito importante e precisamos continuar cada um, na sua casa, cuidando do seu espaço, para evitar criadouros do mosquito”, disse. Simone Jordão disse que a Funad se tornou referência por dispor dos vários serviços que integram o tratamento da microcefalia. “Não há uma obrigatoriedade para que as crianças sejam encaminhadas para nós. Mas recebemos um número muito grande de pacientes, no período epidêmico e, este ano, nenhuma criança deu entrada em nossos serviços, o que reforça a ideia de que não houve nascimento de microcéfalos na Capital”, acrescentou. Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado da Saúde não dispunha de dados estatísticos apenas de 2017.

Pedro Lucas tem um ano e seis meses e recebeu o diagnóstico de microcefalia ainda na barriga da mãe, Lidiane Pereira. Ela teve zika no começo da gravidez e o menino, desde que nasceu, recebe cuidados especiais. Moradora do bairro Mandacaru, a mãe, semanalmente, se descola a vários locais da cidade onde é oferecido atendimento profissional gratuito. Um dos locais que atende Pedro Lucas é o Centro de Referência Municipal de Inclusão para Pessoas com Deficiência (CRMIPD), que desde ontem passou a reservar dois dias da semana para atendimento especializado direcionado a 42 crianças com microcefalia e suas famílias. Com a mudança, as crianças serão atendidas todas as quartas e sextas-feiras por uma equipe composta por fisioterapeuta, fonoaudiólogo, neuropediatra, psicólogo, psicopedagogo, assistente social e terapeuta ocupacional. “Eu acho bom e vou tentar trazer o tratamento do meu filho inteiro para cá. Vai ser menos cansativo e mais econômico financeiramente”, comemora Lidiane. No espaço, as equipes vão atuar na habilitação e reabilitação de crianças e encaminhamentos para as demais políticas públicas. “Tudo passa a ser feito a partir do Centro, evitando que os pais tenham que se descolar a vá- rios locais em busca dos serviços necessários aos seus fi lhos com microcefalia”, explicou a secretária adjunta de Saúde, Ana Giovana Medeiros.

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