quarta, 14 de novembro de 2018
Saúde
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Secretaria de Saúde investiga cinco casos suspeitos de sarampo

Aline Martins / 12 de outubro de 2018
Foto: Arquivo
Cinco casos suspeitos de sarampo estão sendo investigados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) na Paraíba. Este ano, o órgão registrou 35 notificações suspeitas da doença, mas 30 já foram descartadas. O último surto ocorrido no território paraibano foi em 2013. Desde o início do ano, o Brasil está em alerta por conta do surgimento do sarampo no País vizinho (Venezuela). Em dois estados brasileiros (Amazônia e Roraima), enfrentam o surto da doença conforme o Ministério da Saúde (MS).

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmitida pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa, mas que pode ser prevenida pela vacina. As pessoas de qualquer idade podem ser contraídas pela patologia. A medida de prevenção ainda é a vacinação.

Em 2016, o Brasil recebeu o certificado da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que atestava a eliminação do sarampo.

A SES informou que o último surto da doença na Paraíba foi em 2013 quando 9 casos foram confirmados. A Secretaria informou que está intensificando a importância das vacinas de rotina, a atualização do cartão de vacinação e além disso, ainda reforça a importância das campanhas pontuais contra o sarampo já realizadas esse ano. A última foi em agosto e a Paraíba ultrapassou a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde de 95% da cobertura vacinal.

Em relação aos casos em investigação, revelou que o órgão aguarda a referência nacional mandar os resultados.

De acordo com o Ministério da Saúde, os surtos estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017.

No Brasil, atualmente, foram confirmados 10 óbitos por sarampo, sendo 4 óbitos no estado de Roraima (3 em estrangeiros e 1 em brasileiro), 4 óbitos no estado do Amazonas (todos brasileiros, sendo 2 do município de Manaus e 2 do município de Autazes) e 2 no Pará (indígena venezuelano).

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