domingo, 19 de maio de 2019
Saúde
Compartilhar:

Secretária de Saúde alerta população sobre epidemia de dengue

Redação / 05 de abril de 2019
Foto: Divulgação
A Secretaria de Estado da Saúde alerta os municípios paraibanos para o risco de epidemia da dengue, zika e chikungya. A preocupação das autoridades de saúde consta no boletim com notificações da doença divulgado nessa qunta-feira (4) pela Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (GEVS). Os dados são relativos à 12ª Semana Epidemiológica (SE).

A SES orienta que os municípios intensifiquem as ações, principalmente nesse período intermitente de chuvas e quando há necessidade de armazenar água. As ações devem ser integradas com os setores de Infraestrutura, Limpeza Urbana, Secretaria de Educação e Meio Ambiente.

Em números. Até o último dia 23 de março, foram registrados 1.113 casos prováveis de dengue em 88 municípios (39,4%), da Paraíba. Esses casos representam uma redução de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 1.213 casos prováveis. Já a 6ª Região de Saúde (Patos) apresentou aumento expressivo este ano.

Alguns municípios que não acompanharam a redução apresentam uma incidência significativa para 2019 quando comparado ao ano de 2018. Teixeira, Areia e Caaporã atingiram incidência acima de 300 casos por 100 mil habitantes e estão em epidemia. Já o município de Cacimba de Dentro apresenta incidência moderada acima de 200 casos por 100 mil habitantes, mas já sinaliza a necessidade de medidas de controle para o agravo.

Outras doenças. . Quanto à chikungunya, foram notificados 163 casos prováveis em 41 municípios (18,4%). Este dado corresponde a uma redução de 15,9% em relação ao mesmo período de 2018, quando foram registrados 194 casos prováveis. Para este agravo apresentou elevação de casos na 5ª Região de Saúde (Sousa).

Para a doença aguda pelo vírus zika, até o momento, foram notificados 32 casos em 15 municípios, caracterizando uma redução de 28,8% em relação ao mesmo período de 2018, quando foram observados 45 casos prováveis. Na 16ª Região de Saúde (Campina Grande) foi registrado aumento de casos em relação ao mesmo período de 2018.

Até a 12ª Semana Epidemiológica de 2019, foram registradas três notificações com suspeita de causa de óbito de arboviroses. Dois casos (um em Soledade e um em Campina Grande), já foram descartados e o outro (João Pessoa), continua sendo investigado.

Vigilância Ambiental. No período de 26 de fevereiro a 29 de março, deste ano, foram realizados ciclos de aplicação do UBV Pesado (Carro Fumacê) na área litorânea, especialmente em João Pessoa, Pitimbu, Caaporã, Mataraca, Lucena, finalizando a programação pós-carnaval e com Teixeira e Sousa em bloqueio devido aumento no número de casos suspeitos das arboviroses, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Orientação. A SES recomenda ações para sensibilizar a população para eliminar criadouros do mosquito; integração das equipes no combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti e na identificação/sinalização dos casos suspeitos das doenças.

Efeitos sonoros inibem mosquito

Para a pesquisa, os cientistas, criaram dois ambientes: um com e outro sem música e compararam as taxas de visitação, alimentação e reprodução dos mosquitos em cada um.

As fêmeas de Aedes expostas à música visitaram o ambiente mais tarde que o normal, menos vezes e também se alimentaram menos. Além disso, os mosquitos expostos à música copularam muito menos do que os mosquitos no ambiente sem música.

O estudo pode abrir caminho para que novas formas de repelentes ultrassônicos sejam testadas, mas Tamara alerta que é preciso mais avanços.

“Associações entre música e animais já foram feitas anteriormente. No caso dos mosquitos, por perceberem ondas sonoras, talvez a música seja percebida também. Mas é importante lembrar que o experimento foi realizado com a música tocando bem próxima dos mosquitos, o que invalida a ideia de colocar som alto dentro de casa para espantar as picadas”.

Relacionadas