sábado, 16 de janeiro de 2021

Saúde
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Saúde de João Pessoa entre a Cruz Vermelha do Trauma e a maca branca das ambulâncias

Rammom Monte / 06 de abril de 2017
Foto: Arquivo
De tempos em tempos uma história sempre se repete em João Pessoa. De um lado o Samu e o Corpo de Bombeiros. Do outro, o Hospital de Emergência e Trauma da Capital. E no centro de toda discussão, a população. O tema, todos já sabem: denúncias de retenção de macas. Nesta semana, por exemplo, um motociclista se acidentou no bairro do Cristo do Redentor e ficou duas horas esperando socorro do Samu. Segundo o órgão, o motivo da demora teria sido a falta de macas para transportar o paciente.

De acordo com a coordenadora geral do Samu, Erika Andrade, o problema da retenção ainda persiste. Ela afirmou que atualmente o único hospital que continua com a prática é o de Emergência e Trauma. Segundo ela, os Bombeiros também sofrem da mesma coisa.

“Isso acontece com o Samu de toda a regional. A gente chega com o paciente lá e eles continuam nas nossas macas. Mas eu não sei o motivo. O porquê eles podem dizer melhor. No momento, temos cinco macas retidas, mas este número pode mudar rapidamente. Aumentando ou diminuindo”, disse.

A diretora geral do Hospital de Trauma, Sabrina Bernardes, confirmou que a prática acontece, mas informou o motivo. Ela disse ainda que por mais que haja a retenção, ela ocorre por conta de um procedimento e é durante pouco tempo.

“Neste fim de semana tivemos um movimento muito alto, um número de atendimentos enorme de pacientes em estado grave. Então na hora que ele chega fica na maca e tem um tempo para fazer a troca para outra maca, até que haja a estabilização do paciente”, informou.

Ela informou que só de maca do Samu, o Hospital recebeu 83 pacientes. “Se eles têm oito ambulâncias, estas macas foram liberadas pelo menos 10 vezes. É um procedimento, e até fazer a troca para poder devolver, as vezes passa um tempo maior”, explicou.

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