quinta, 04 de março de 2021

Saúde
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Saliva não propaga vírus da Zika, de acordo com pesquisa feita por universidade dos EUA

Redação / 02 de agosto de 2017
Foto: Reprodução
Em pesquisa publicada nesta terça-feira (1º) na revista “Nature Communications”, cientistas da Universidade do Wisconsin-Madison (UW-Madison), nos Estados Unidos, afirmam que a saliva não é uma das formas de transmissão do vírus da zika.

O grupo fez estudos com macacos e afirma que não é possível passar o vírus com um beijo na boca ou compartilhando talheres, por exemplo. Para chegar a essa conclusão, os animais foram infectados com as cepas do vírus da zika que circulam nas Américas. As salivas dos primatas com e sem o vírus foram recolhidas um cotonete foi passado em suas amígdalas. A transmissão por meio da saliva foi levantada como possibilidade após a Fundação Outros casos também foram reportados. Estudos apontaram que o zika pode ser detectado após duas semanas no sangue e na saliva. Em outros fluidos, como o leite materno e o sêmen, o vírus pode ser encontrado após meses.

Além disso, a infecção ocorre também por meio de relações sexuais. Mesmo com essa detecção após semanas, a pesquisa da Universidade do Wisconsin-Madison apontou que o vírus é encontrado em muito pouca quantidade na saliva em comparação com a infecção por meio de uma picada de mosquito. “As cargas virais na saliva são baixas, mas também há substâncias antimicrobianas, o que torna esse nível baixo do zika ainda menos infeccioso do que quando acontece de outra forma”, disse Christina Newman, coautora do estudo e cientista do Time Científico Experimental do Zika na UW-Madison. “A saliva também é um material viscoso”, disse Dawn Dudley, pesquisadora da Faculdade de Medicina e Saúde Pública da UW-Madison.

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