terça, 24 de novembro de 2020

Saúde
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Profissionais em alerta para identificar e acompanhar casos de microcefalia na Paraíba

Redação com Secom-PB / 25 de novembro de 2015
Todos os profissionais de saúde estarão trabalhando, a partir de agora, em estado de alerta para identificar e acompanhar os casos de microcefalia na Paraíba. A Secretaria de Saúde do Estado (SES) desenvolveu um protocolo para isso que deverá ser rigorosamente seguido por todos que atuam na área. Na Paraíba já foram notificados 104 casos da doença, o que coloca o Estado como o 2º do Nordeste com maior número de notificações. Deste total, 50 em João Pessoa.

“Visando, nesse momento, aumentar a sensibilidade para a detecção de casos nas notificações de microcefalia as seguintes definições de caso para notificação devem ser adotadas: gestante com identificação de microcefalia durante a gestação (intraútero); recém-nascido, entre 37 e 42 semanas de gestação, com perímetro cefálico aferido ao nascimento igual ou menor que 33 cm, na curva da OMS; recém-nascido, menor que 37 semanas de gestação, com perímetro cefálico aferido ao nascimento, menor ou igual que o percentil 3 (dois desvios padrão), na curva de Fenton”, orienta o protocolo.

O manejo clínico para atendimento, diagnóstico e acompanhamento das gestantes com fetos com confirmação de microcefalia e dos recém-nascidos com microcefalia, está dividido em três etapas: triagem, investigação diagnóstica da microcefalia e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento dos recém-nascidos diagnosticados com microcefalia nas cinco unidades de referência.

A triagem é feita a partir da anamnese e exame físico, que serão realizados no ambulatório dos 22 serviços que compõem a rede de perinatologia do Estado. “Os casos de gestantes, que no pré-natal apresentem suspeita de microcefalia por meio de exames de imagem, devem ser referenciados às maternidades de gestação de alto risco da sua região para realização de acompanhamento do pré-natal de alto risco. Além disso, as gestantes que apresentem suspeitas de doenças exantemáticas febril devem ser encaminhadas pelas unidades de saúde da família as maternidades de referência, com objetivo de cadastramento, para seguimento prospectivo com realização de exames laboratoriais e de imagem”, destaca o protocolo.

De acordo com o protocolo, a investigação diagnóstica da microcefalia será realizada nos cinco serviços de referência: Maternidade Cândida Vargas, Maternidade Frei Damião e Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa; Maternidade Peregrino Filho, em Patos, e o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida, em Campina Grande. Nos casos com confirmação diagnóstica, haverá o seguimento e acompanhamento das gestantes/fetos e dos recém-nascidos.

O protocolo explica, também, aos serviços de saúde como devem ser feitas a coleta, conservação e o transporte das amostras que serão encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB). No caso das notificações, um instrumento de registro rápido foi elaborado para consolidação e caracterização da emergência. O registro dos casos identificados de microcefalia a partir do dia 1 de agosto de 2015, que se enquadram na definição de caso, devem ser realizados oportunamente no formulário de Registro de Eventos de Saúde Pública referente às microcefalias (RESP – Microcefalias), no endereço www.resp.saude.gov.br.

“A suspeita, notificação e registro oportuno de casos de microcefalia são fundamentais para ativar o processo de investigação, visando à identificação das prováveis causas, assim como o acompanhamento da evolução destes casos”, informa o documento. Todos os casos notificados que cumprirem a definição de caso suspeito de microcefalia devem ser investigados para identificação oportuna da ocorrência de alteração do padrão de microcefalia em nascidos vivos no estado.

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