domingo, 19 de maio de 2019
Saúde
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Portadores de Síndrome de Down lutam por condições iguais na sociedade

Aline Martins / 21 de março de 2018
Foto: Nalva Figueiredo
Marina Dantas, 11 anos, dança, faz teatro e ainda gosta de cozinhar. Algumas vezes já surpreendeu os familiares ao fazer o próprio café da manhã. Ela tem Síndrome de Down e mostra que é possível fazer tudo que qualquer outra pessoa pode fazer dentro de suas limitações. Com isso, revela uma autonomia conquistada com o incentivo da mãe, a fisioterapeuta Emília Dantas, 37 anos, que luta para a superação de inúmeros desafios. Hoje, o maior desafio ainda é a inclusão na sociedade, principalmente na educação. “A questão do papel social da pessoa com Síndrome de Down. O que essa pessoa tem para contribuir para a sociedade? É vê-los ocupando o mercado de trabalho. Tudo que a gente pensa para uma pessoa comum pensar para eles”, frisou a fisioterapeuta.

A menina já sofreu situações preconceituosas, embora hoje isso seja menos recorrente. Na Paraíba, segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 61.996 deficientes intelectuais, nos quais estão incluídos os portadores de SD.

O diagnóstico de que a primeira filha tinha Down só foi feito após o parto. “Realmente foi um choque. Eu não estava preparada. Na época eu só tinha 26 anos”, comentou, destacando que na época tinha experiência em atender crianças com a síndrome, mas ainda tinha poucas informações dos cuidados. “Eu transformei a minha casa em uma clínica de fisioterapia porque cada vez que eu estimulasse sabia que ela ia iria se desenvolver mais”, frisou. No entanto, a mãe de Marina buscou alternativas médicas. Foi até São Paulo onde conseguiu conversar com um especialista em SD, o médico Zan Mustacchi, que até hoje ainda acompanha a adolescente.

Sua primeira matrícula em uma escola regular foi aos 10 meses de idade. No começo, houve um apoio de profissionais da educação. Porém, para a mãe de Marina a educação ainda tem falhas no que se diz respeito à pessoa com deficiência. Hoje a menina já é uma pré-adolescente e a mãe tem uma nova visão sobre a educação da filha. Por algum tempo, ela dividia a educação entre a regular e a inclusiva. Este ano, a opção foi deixá-la apenas na inclusiva, a Novo Olhar, que funciona no Bairro dos Estados, na Capital.

“Hoje eu prezo pela felicidade dela. Ela já sabe ler, escrever e já conquistou coisas que não imaginaria conquistar. Eu estou investindo muito na dança, teatro, porque ela tem essa desenvoltura. Estou apostando nisso e não estou

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