quarta, 17 de outubro de 2018
Saúde
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Piscinas com ratos suspendem aulas de hidroginástica na Vila Olímpica

Aline Martins / 15 de setembro de 2018
Foto: Nalva Figueiredo
Os 200 idosos que fazem hidroginástica na Vila Olímpica Parahyba, no Bairro dos Estados, em João Pessoa, estão impossibilitados de fazer a atividade física. O motivo é que, na manhã da última quinta-feira, foram encontrados dois ratos mortos em uma das piscinas. Por medida de segurança, a professora suspendeu as aulas até que seja emitido um laudo que prove que não há riscos para a saúde. Esse problema é um reflexo da falta de manutenção das dependências da Vila. Conforme denúncias, os alunos estão dividindo o mesmo espaço com os ratos. Além disso, há outros problemas estruturais como banheiro danificado e lâmpadas queimadas. Os usuários também reclamam da falta de segurança e de identificação dos frequentadores durante as atividades.

Todos os dias, a professora de hidroginástica Marilene Monteiro reclamava do não uso do filtro da piscina há quase um ano. “Quando eu cheguei para dar aula encontrei dois ratos mortos no fundo da piscina. Não dei aula nem quinta e nem sexta-feira. Tem professor de natação dando aula, mas eu só entro com meus alunos com um laudo da Vigilância Sanitária onde fiz a denúncia. Se não for assim, eu não entro”, revelou, acrescentando que nenhuma medida foi tomada pela gestão do local.

No entanto, esse não é o único problema da Vila Olímpica Parahyba reformada há pouco mais de três anos. O professor Jerônimo Régis, que caminha no local, apontou a necessidade de melhorias dentro do espaço.

“Esse espaço é como a nossa casa que precisa de manutenção porque se não tem começam a aparecer os problemas. Tem alguns trechos que estão com as paredes descascando. Quando venho à noite vejo algumas lâmpadas queimadas e que precisam ser substituídas”, frisou.

Ainda na parte estrutural, segundo uma das usuárias, que preferiu não se identificar, o banheiro feminino do setor da Ginástica Rítmica está com o teto escorado por uma madeira.

Até o ano passado, ela praticava natação na Vila, mas por conta da insegurança desistiu. “Um aluno da turma teve a mochila furtada durante a aula. Ele tinha deixado a mochila por perto e foi nadar. Quando foi pegar a bolsa, tinham colocado no local outra da mesma cor da dele. Levaram tudo. Ele ficou só de sunga”, revelou.

Por ser um local aberto ao público, o fluxo de pessoas é intenso. “Mas isso acaba sendo prejudicial porque entram várias pessoas e não há uma identificação. Eu fui para a piscina várias vezes e nunca ninguém me pediu carteirinha. Isso mostra que não tem fiscalização e nem controle, pois para entrar na água precisa de exames”, reclamou outra usuária.

Nessa sexta-feira (13) durante a reportagem do CORREIO, não havia nenhum funcionário na portaria, o que comprova que não há uma fiscalização dos usuários. Além disso, parte do mato havia sido capinado, mas em outras áreas ainda era visível o problema, assim como lixeiras quebradas.

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