quarta, 26 de junho de 2019
Saúde
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Período chuvoso aumenta riscos de doenças respiratórias

Lucilene Meireles / 08 de maio de 2019
Foto: Nalva Figueiredo
O período chuvoso e a temperatura mais baixa podem trazer consequências bem desagradáveis para a saúde, especialmente das crianças. Problemas respiratórios como rinite, sinusite e asma são comuns nesta época do ano, o que, segundo o imunologista e alergista Raiff de França Vasconcelos, faz dobrar o número de atendimentos nos consultórios médicos e serviços de urgência. Em João Pessoa, o Hospital Municipal do Valentina (HMV), houve aumento significativo de atendimento nos meses de março e abril, se comparado a janeiro e fevereiro.

Os dados dos atendimentos feitos no Hospital Municipal são referentes a pacientes com arboviroses e ainda quadros de viroses. Contudo, estão inclusos ainda outros tipos de situações. De acordo com dados da Secretaria Muncipal de Saúde da Capital, em janeiro foram 3.593 atendimentos. Já no último mês de abril foram 6.298 casos. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde da Capital.

“Quando ocorrem quedas de temperatura ou é período chuvoso, o fenômeno é que as pessoas se aglomeram mais e isso favorece a propagação de vírus. As crianças estão mais sujeitas a infecções virais e bacterianas”, explicou o especialista. Outro fato que contribui para o aumento de crianças nos serviços de saúde são os pacientes alérgicos, que têm uma tendência de piorar dos problemas pela mudança de temperatura, e os que têm dificuldades respiratórias, por conta das mudanças de tempo. “Nesse período, dobra a procura por atendimento nas unidades de saúde ou consultórios”, afirmou.

Os problemas comuns diagnosticados são rinites, sinusites, tosses de fundo alérgico, segundo o alergista. De forma geral, são várias patologias, entre elas, as principais são faringite e asma. “As viroses também aparecem muito nesse período, tanto que esse mês é o de vacinação. As viroses incluem sinais de uma gripe quanto de pequenos resfriados com sintomas como espirro, nariz congestionado, febre, dor no corpo mal estar”, enumerou.

O médico disse ainda que, nesse período, os pais de alérgicos devem estar em contato com o especialista que acompanha a criança para utilizar medicamentos profiláticos e tratar os processos inflamatórios para evitar que se compliquem. “No restante da população, lavar as mãos. É importante o uso do álcool gel, ter higiene ao máximo, e lembrar que em aglomerações o ambiente é mais propício para propagar o vírus”, ensinou. Para quem faz parte dos grupos de risco, ele orientou que deve tomar a vacina.

Urgência pediátrica



Os serviços de urgência pediátrica da Rede Municipal de Saúde já realizaram 52.936 atendimentos no período de janeiro até abril deste ano, o que equivale a uma média de 13,2 mil atendimentos mensais e 440 atendimentos diários.

Do total de acolhimentos, 61,3% (32.450) foram realizados nas quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e 38,7% (20.486) aconteceram no Hospital Municipal Valentina (HMV). Cerca de 10% dos pacientes acolhidos vêm de outros municípios como Conde, Bayeux, Santa Rita e Pedras de Fogo.

Em 2018. As quatro UPAs de João Pessoa registraram um total 67.479 atendimentos pediátricos no ano passado, o que corresponde a uma média de 5,6 mil atendimentos mensais e 186 atendimentos diários na especialidade pediátrica.

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