terça, 11 de dezembro de 2018
Saúde
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Paraibanos têm dificuldades para ter alimento

Katiana Ramos / 22 de junho de 2018
Foto: Rafael Passos
A vulnerabilidade alimentar, que consiste na restrição ou privação de alimentos, afeta 996.435 pessoas na Paraíba. O último dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014, mostrou que essa situação afetava 1.592 milhão de moradores do Estado. No entanto, mesmo com essa redução, as dificuldades no acesso à alimentação ainda é realidade para 24,7% da população paraibana. O levantamento é referente a este ano e foi feito pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Humano (Sedh).

Desempregada, a dona de casa Rayany Targino recorre à renda do Bolsa Família para adquirir os alimentos que a filha necessita. Contudo, ela conta que nem sempre consegue incluir tudo o que é necessário nas compras do mês. “A gente compra só o básico mesmo porque a feira é muito cara e como estou sem trabalhar fica mais complicado”, disse.

A secretária Estadual de Desenvolvimento Humano, Gilvaneide Nunes, lembrou que o governo do Estado desenvolve ações de combate à fome e enfrentamento à insegurança alimentar, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa do Leite e Cartão Alimentação.

Segundo Gilvaneide Nunes, essas iniciativas contribuíram para a redução dos números de pessoas com restrição de alimentos na Paraíba. Contudo, a secretária da Sedh apontou o aumento do desemprego como um dos principais fatores responsáveis pela restrição de alimentos em muitos lares.

“O País tem 23 milhões de desempregado e sete milhões que já desistiram de procurar emprego e que vivem na informalidade.Obviamente, quando nós temos uma crise econômica, agrava-se a situação da segurança alimentar. Nós temos uma situação no campo em que muitos programas sociais do Governo Federal estão sendo desarticulados como o Programa de Aquisição de Alimentos, programa de Cisternas. Isso tudo aumenta e agrava a crise”, explicou.

Consequências na saúde

A nutricionista Iraci Sabino, da Hapvida, lembrou a falta de acesso aos alimentos necessários para a nutrição correta pode trazer sérios problemas à saúde, além da desnutrição, como a carência de vitaminas.

Nas crianças, a situação ainda é mais grave com consequências que podem se refletir no desenvolvimento intelectual e de crescimento.

A especialista alertou ainda para a insegurança alimentar no que se refere ao descuido no manuseio dos alimentos e também no consumo de produtos alimentícios industrializados ou os caseiros que são vendidos nas ruas.

“Quem come fora e tem problemas de saúde preexistentes, como diabetes, tem que ter cuidado dobrado e procurar saber como a comida é preparada e o que é adicionado na produção. Além disso, a higienização das mãos antes de se alimentar e ainda do local onde você está comendo é essencial contaminação por bactérias, como a salmonella”, reforçou Iraci Sabino .

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