segunda, 08 de março de 2021

Saúde
Compartilhar:

Paraibano com câncer entra na Justiça e tem direito a receber a fosfoetanolamina

Renata Fabrício e Bruna Vieira / 14 de novembro de 2015
Foto: Reprodução
Um paraibano de Santa Luzia foi o primeiro do Estado a ganhar o direito de receber a fosfoetanolamina via judicial. A substância ganhou destaque há alguns meses após divulgação de que poderia ser a cura para o câncer. A Universidade de São Paulo (USP) está sendo obrigada a fornecer o produto aos pacientes.

Por não haver pesquisa clínica, o produto não é um medicamento, mas foi fornecido pelo pesquisador aposentado da USP, Gilberto Chierice, a algumas pessoas. A procura foi tão grande, que outras pessoas com câncer entraram na Justiça. É o caso do agricultor de 65 anos do Sertão paraibano, que sofre com neoplasia do cólon de reto. Ontem, ele passou por procedimento cirúrgico no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa.

A família preferiu preservar a identidade do idoso, que só foi diagnosticado há pouco mais de dois meses, mas a doença já se arrastava por anos. “O médico acredita que o tumor surgiu há mais de 10 anos. Os sintomas apareceram há um ano, mas, ele não relatava. Tinha sangramento ao defecar todos os dias, tinha vergonha de dizer e achava que era apenas hemorróidas”, contou a filha, Cláudia Gonçalves.

Raio de esperança. Cláudia, que é enfermeira e sabe os procedimentos realizados com os pacientes de câncer é uma das pessoas que viram na fosfoetanolamina uma luz no fim do túnel. “Tudo vale a pena, quando se recebe diagnóstico de neoplasia, a gente se agarra a qualquer esperança. Eu acredito, se existe a pesquisa, existe o relato, a gente não perde nada tentando. Quando soube pela mídia da possibilidade, decidi lutar”, relatou.

Leia a reportagem completa no jornal Correio da Paraíba

Relacionadas