quinta, 03 de dezembro de 2020

Saúde
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Paraíba tem primeiros casos confirmados de chikungunya

Renata Fabrício / 09 de março de 2016
Foto: Ilustração
Foram confirmados hoje (09) os primeiros quatro casos de febre chikungunya, na Paraíba.  Os doentes foram notificados pela Secretaria de Saúde de Campina Grande, mas somente um deles é morador da cidade. O paciente de 21 anos é do bairro da Liberdade, onde o índice de infestação do mosquito é alto. A confirmação foi feita através de exame enviado pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen), mas quem deu a informação foi a SMS-CG.

A gerente da Vigilância Epidemiológica do Estado, Isabel Sarmento, não informou os locais de residência dos outros três pacientes que também tiveram o diagnóstico confirmado. Segundo ela, isso será feito hoje, através de boletim da SES. Por causa da circulação do vírus, o Estado resolveu divulgar boletins semanais sobre a doença.

Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Eliete Nunes, pelo menos 10% dos que chegam as unidades apresentando sintomas, são notificados em alguma das doenças transmitidas pelo Aedes. “Quando o paciente já tem a característica da doença, pode-se notificar sem a necessidade do soro. O vírus é circulante na cidade, e não é necessário todos os casos colherem o soro. Se o paciente chegar em uma unidade, e for detectado clinicamente, entra nas notificações. Pelo menos 10% dos que chegam apresentando algum sintoma vão ter o problema. Verificamos náusea, vômito, febre, e através dos sintomas vamos descartando ou encaixando o paciente”, explicou.

Tratamento é hidratação

“Não existe tratamento específico. O manejo clínico principal tanto para zika, quanto para dengue, como para chikungunya é a hidratação. Hidratação é a principal coisa. No caso da chikungunya, vai ter que tomar um remédio para controlar a febre, porque quem tem febre baixa demais pode chegar a uma hipotermia, e fazer exames frequentes para controlar a taxa de hematócritos, para que não esteja elevada no período de cinco dias. Então tem que ter cuidados com plaquetas baixas. Na realidade, a resposta dessa doença vai depender da imunidade de cada paciente. A orientação é, que se sentiu os sintomas, procura uma unidade básica de saúde”, Eliete Nunes.

Eliete explica que desde outubro há casos suspeitos na cidade, mas só ontem a Secretaria Municipal recebeu as primeiras respostas. “Temos vários outros casos suspeitos, ainda aguardado a confirmação. Esses casos são do período de outubro de 2015 até agora”, disse.

Em Campina Grande:

Zika: 49 suspeitos, 6 confirmados através de exame e 7 descartados através de exame.

Dengue: 16 sob suspeita e 5 confirmados através de exame.

Chikungunya: 13 suspeitos.

8,2% é o índice de infestação do mosquito no bairro da Liberdade.

5,7% é o índice médio da cidade.

Fonte: Secretaria de Saúde

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