terça, 24 de novembro de 2020

Saúde
Compartilhar:

Paraíba tem 63 casos confirmados de microcefalia

Redação com Ministério da Saúde / 02 de março de 2016
Foto: Assuero Lima
Subiu para 63 o número de casos confirmados de microcefalia relacionados ao vírus zika na Paraíba. Os dados são do Ministério da Saúde, em boletim divulgado na noite de ontem (01). Outros 441 casos notificados estão sendo investigados no Estado e 306 já foram descartados. Ao todo, já são 810 notificações em 128 municípios, sendo que as confirmações ocorreram em 29 cidades. Também já estão confirmadas cinco mortes por microcefalia, 13 estão sendo investigadas e duas foram descartadas.

Em todo o Brasil, estão sendo investigados 4.222 casos suspeitos de microcefalia. Isso representa 71,5% dos casos notificados. O novo boletim aponta, também, que 1.046 notificações já foram descartadas e 641 confirmadas para microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita. Ao todo, 5.909 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 27 de fevereiro.

Os 641 casos confirmados ocorreram em 250 municípios, localizados em 15 unidades da federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Pará, Rondônia, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Já os 1.046 casos foram descartados por apresentarem exames normais, ou apresentarem microcefalias e/ou alterações no sistema nervoso central por causas não infeciosas.

De acordo com o informe, os 5.909 casos noticiados, desde o início das investigações no dia 22 de outubro do ano passado – foram registrados em 1.143 municípios de 25 unidades da federação. A região Nordeste concentra 81% dos casos notificados, sendo que Pernambuco continua com o maior número de casos que permanecem em investigação (1.672), seguido dos estados da Bahia (817), Paraíba (810), Rio Grande do Norte (383), Ceará (352), Rio de Janeiro (261), Alagoas (222), Sergipe (192) e Maranhão (192).

Ao todo, foram notificados 139 óbitos por microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto (natimorto) ou durante a gestação (abortamento ou natimorto). Destes, 31 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 96 continuam em investigação e 12 já foram descartados.

Do total de casos de microcefalia confirmados, 82 foram notificados por critério laboratorial específico para o vírus Zika. No entanto, o Ministério da Saúde ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. A pasta considera que houve infecção pelo Zika na maior parte das mães que tiveram bebês, cujo diagnóstico final foi de microcefalia.

O Ministério da Saúde está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos estados e a possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do Zika, como Sífilis, Toxoplasmose, Outros Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes Viral.

 

Relacionadas