segunda, 24 de junho de 2019
Saúde
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Paraíba tem 46 cidades com risco de Aedes aegypti

Katiana Ramos / 01 de maio de 2019
Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
A proliferação do Aedes aegypti continua ameaçando a saúde pública na Paraíba. No Estado, 46 municípios estão em situação de risco e outras 125 estão em alerta para a infestação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. O levantamento foi divulgado ontem pelo Ministério da Saúde e considerou os dados coletados até o dia 13 de abril.

O levantamento da situação dos municípios representa o primeiro Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2019. As cidades paraibanos que estão em risco estão inseridas entre os 20% do municípios brasileiros com probabilidade alta de surto para as doenças dengue, zika e chikungunya. Na Paraíba, as cidades com o LIRAa mais alto, maior do 10%, são Cacimba de Dentro (11%), Alagoa Nova (10,10%) e Brejo do Cruz (10,10%). O índice de infestação para condição de risco se dá com percentuais de infestação predial acima de 3,9%.

Já as cidades com índice satisfatório devem ter o LIRAa abaixo de 1%. Na Paraíba, esse indicador ficou zerado, ou seja, praticamente sem o risco de infestação do mosquito, nas cidades de Bonito de Santa Fé, Carrapateira, Coxixola, Curral Velho, Diamante, Lastro, Lucena, Salgadinho, São Francisco e Sobrado.

O Ministério da Saúde alerta que o sistema de vigilância de estados e municípios e toda a população devem reforçar os cuidados para combater o mosquito. “O resultado do LIRAa confirma o aumento da incidência de casos de dengue em todo o país que subiu 339,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Esses resultados indicam que é preciso fortalecer ainda mais as ações de combate ao mosquito transmissor, com a participação da população e de todos os gestores locais e federal”, afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber, frisando, no entanto, que “mesmo com aumento no número de casos da doença, a taxa de incidência de 2019 está dentro do esperado para o período. Sendo assim, até o momento, o país não está em situação de epidemia, embora possa haver epidemias localizadas em alguns municípios e estados”, disse.

Silêncio



O CORREIO procurou o representante da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Estado para comentar os dados e as medidas tomadas junto aos municípios no combate à proliferação do Aedes Aegypti. Mas, as ligações não foram atendidas. A assessoria de comunicação da pasta informou que o LIRAa estadual atualizada deve sair amanhã.

Levantamento



O LIRAa é um instrumento fundamental para o controle do vetor e das doenças (dengue, zika e chikungunya). Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de criadouro predominante. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito.

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