segunda, 20 de maio de 2019
Saúde
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Ministério da Sáude registra redução de casos de dengue na Paraíba

Lucilene Meireles / 27 de março de 2019
Foto: Divulgação
A Paraíba registrou queda de 6,9% nos casos de dengue nas primeiras 11 semanas de 2019 – até 16 de março – em relação ao mesmo período do ano passado. O percentual faz parte de um levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde (MS), e mostra que o Estado vai na contramão do País, que registrou um aumento de 264% no número notificações. Ações como o fumacê e a visita de agentes de saúde estão sendo realizadas para evitar novos casos. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) contestou os dados do governo federal.

“Isso, porém, não significa que devem diminuir os cuidados e a prevenção. A população não pode relaxar de forma alguma, porque tudo que o mosquito quer é um momento propício para botar os ovos. As larvas eclodem, viram mosquito e continuam o ciclo de vida. Temos que manter o controle”, alertou Silvio Ribeiro, diretor de Vigilância em Saúde de João Pessoa. Ele afirmou que, em João Pessoa, os números também diminuíram.

“A redução se deve a um conjunto de aspectos como o trabalho dos agentes de endemias fazendo a visita domiciliar, as equipes que trabalham em pontos estratégicos, como borracharias, cemitérios, sucatas. São ações que vão somando e a gente está tendo esse resultado positivo”, constatou.

Além disso, segundo o diretor, há também a conscientização das pessoas, que devem depender exclusivamente do poder público. “Cada um tem que cuidar de seu quintal, seu espaço, seu terreno e alertar os vizinhos em relação à importância disso”, ensinou.

Saúde contesta. Por meio da assessoria de comunicação, a SES concorda com a queda no número de casos de dengue. Contudo, afirma que o percentual de redução, este ano, foi de 19%. De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela pasta, no último dia 8, foram registrados 494 casos prováveis de dengue em 62 municípios paraibanos.

Pesquisa . A Gerência de Vigilância Ambiental e Zoonoses de João Pessoa está trabalhando no planejamento de uma pesquisa que é feita a cada três meses. O objetivo é saber onde há mais focos, locais de maior infestação e criadouros preferenciais.

A ação começa na próxima segunda (1º de abril) e segue por 15 dias. Será uma pesquisa por amostragem, ou seja, são sorteados quarteirões e pesquisadas 20% das casas.

O resultado vai ajudar a definir os pontos onde há maior necessidade de ações, como o fumacê.

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