sexta, 27 de novembro de 2020

Saúde
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Padre Zé na UTI: secretário nega atraso no repasse de recursos para o hospital

Rammom Monte / 12 de fevereiro de 2016
Foto: Nice Almeida
Doze dias depois da coletiva concedida à imprensa, onde a direção do Padre Zé, em João Pessoa, revelou que o hospital pode fechar as portas por falta de recursos, o secretário municipal de Saúde, Adalberto Fulgêncio, negou que o repasse das verbas feito pela Prefeitura esteja atrasado. Ele assumiu a pasta este mês e disse que ainda não foi acionado sobre o possível problema na unidade filantrópica. O atraso já iria com dois meses, de acordo com a diretoria.

“Não fui procurado ainda pela diretoria do padre Zé desde que assumi a Secretaria de Saúde. Estamos abertos para que a diretoria nos procure e a gente tem uma relação completamente tranquila. Sempre fui aberto e na hora que o hospital me procurar eu me sentarei para tomar as providências necessárias e devidas”, afirmou o secretário

Segundo Fulgêncio, há um processo burocrático que precisa ser cumprido para o pagamento a qualquer hospital. “A produção de dezembro, por exemplo, é apresentada até o dia 5 de janeiro. Do dia 6 de janeiro ao dia 30, nós processamos e auditamos as contas e passamos a pagar o mês de dezembro em fevereiro. Como todo hospital público-privado, o filantrópico também é auditado e processado", explicou.

O secretário acrescentou que a diferença existente nas unidades filantrópicas é o abatimento previdenciário. "Ele apenas tem o privilégio de ter um abatimento nas questões previdenciárias e também na tabela do SUS, a tabela dela é diferenciada, é uma tabela que a gente paga um pouco mais. Mas repito, estou totalmente à disposição da diretoria do hospital Padre Zé, um hospital importante para a nossa rede, queremos ajudar naquilo que for possível”, finalizou.

Direção do hospital alega que repasse ainda não foi feito

De acordo com o diretor do hospital Padre Zé, Hizomil Correia, desde a reunião, que aconteceu no dia 1 de fevereiro, não houve muitas mudanças. Ele alega que o repasse ainda não foi feito e, caso a situação não seja alterada, realmente há a possibilidade de fechamento do hospital.

“O repasse ainda não foi feito. O pagamento da folha, assim como em outros hospitais, foi feito com empréstimo bancário, e estamos aguardando o repasse. A questão de um possível fechamento foi mais um reforço mesmo, mas se a coisa continuar desse jeito pode acontecer. Mas espera-se que a coisa não chegue a este patamar. Eu diria que as coisas continuam como foi reclamado, espera-se que haja solução”, disse.

Porém, mesmo sem alteração na situação financeira do hospital, o diretor afirmou que prevê dias melhores para a instituição. Ele diz que, depois da reunião, a direção já foi procurada por muitas pessoas, inclusive deputados e senadores, querendo ajudar o local.

“A perspectiva é de dias melhores. A gente tem recebido muito apoio, pessoas nos procuram e a gente explica a situação. O pessoal ficou sensibilizado, vendo o que poderia ser feito. Mas acho que ainda é muito recente, as coisas não são do dia para noite”, concluiu.

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