segunda, 21 de setembro de 2020

Saúde
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Outubro Rosa: a história de quem venceu um câncer

Maurílio Júnior / 05 de outubro de 2015
Foto: Reprodução/facebook
Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o que mais agride as mulheres, respondendo por 22% dos novos casos da doença a cada ano. Apesar de as taxas de mortalidade serem altas na Paraíba – somente em 2014 o número de óbitos foi de 143 -, o diagnosticado precoce e o tratamento oportuno podem salvar a vida de muitas pacientes. É por causa da descoberta rápida que a jornalista Maria Ferreira Diniz está conseguindo vencer o problema.

Vítima de um tumor na mama em novembro de 2013, Lilla, como é mais conhecida, de 45 anos, contou para a reportagem do Correio Online o drama que tem superado nos quase dois anos da doença. Como não deixaria de ser, na descoberta a reação foi de susto, mas hoje ela afirma que, apesar de ainda viver a base de medicamentos, o sentimento é de vitória. “Hoje me sinto vitoriosa mesmo sabendo que há um caminho pela frente”, disse.

Lilla Ferreira lembra que a descoberta do tumor aconteceu por acaso. A princípio a queixa era de apenas fadiga, até consultar um oncologista. “Descobri meio por acaso, em novembro de 2013. Eu vinha de um histórico de muita fadiga e não sabia a origem. Havia ido a vários médicos para descobrir o motivo e não sabia o que era. Até o médico apontar a apneia do sono. Foi quando marquei uma consulta em um oncologista e descobri a existência de um tumor. Foi um grande susto. Não sabia nem quem procurar”, conta.

Lilla ainda conta que o momento mais delicado do tratamento se deu em 2014 com as cirurgias e quimioterapias. “Fiz duas cirurgias em 2014. Depois entrei na fase de quimioterapia e, em seguida, radioterapia. Hoje, ainda tenho um acompanhamento médico, já que meu tumor precisa de uma avaliação de cinco a dez anos, então continuo tomando uma medicação diária para isso. Mas como diz minha médica: estou caminhando para cura. Fato é que tive muito sorte de ter descoberto no início”, relatou.

Para superar o problema, o tratamento também teve que ser combinado com um acompanhamento psicológico. “Quando você tem um diagnostico de câncer é preciso de uma equipe multidisciplinar. É necessário um especialista, no meu caso um oncologista; de um nutricionista, cuidar da alimentação é importante; além de um acompanhamento de um psicológico, já que se trata de um susto muito grande”, ressalta.

Quanto mais cedo for detectado o tumor, maiores são as chances de cura. Embora seja sofrido, é possível vencer a doença. A receita é simples: esperança seguida de orientações médicas. Desta forma, Lilla seguiu e hoje, apesar de ainda caminhar para a cura, ela já comemora a vitória conquistada.  “Apesar de descobrir meio por acaso, minha sorte foi justamente esta: ter descoberto no início. Meu tumor era do tipo invasivo. Se eu não tivesse descoberto no começo ele estaria numa fase muito avançada e talvez eu não conseguisse me recuperar. Hoje me sinto vitoriosa mesmo sabendo que há um caminho pela frente”, vibra.

Mudança de hábitos

A força de superação de Lilla é tanta, que ela encontrou no câncer uma forma de readequar seus hábitos, por exemplo, iniciar a prática de atividades físicas.  “Você fica mais cuidadoso, na questão da alimentação, da atividade física e evitar agrotóxico também. A gente costuma ouvir “Ah, isso provoca câncer”, mas a gente não evita porque pensamos que só acontecer com os outros. De limitação só carrego a questão de não carregar peso ou fazer algum tipo de movimento mais exigente, mas isso diante do que passamos é o de menos”, disse.

Campanha

Neste mês, a Organização Não Governamental (ONG) Amigos do Peito, o Hospital Napoleão Laureano e a Rede Feminina de Combate ao Câncer, se uniram em torno da campanha “Dê uma chance para elas”, contemplando o Outubro Rosa.

 

 

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