segunda, 08 de março de 2021

Saúde
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Os perigos do uso inadequado de antibióticos

Rammom Monte / 16 de novembro de 2015
Foto: Divulgação
As recomendações médicas são constantes: nada de automedicação. E o uso de alguns remédios são extremamente controlados, só podendo serem comprados com receita. Contudo, apesar dos alertas constantes, o taxista Marquiza Quirino confessa que já tomou antibiótico por conta própria várias vezes. Segundo ele, se não houvesse a obrigatoriedade de apresentar a receita médica, com certeza ele compraria de novo, mas admite que achou boa essa exigência.

“Eu já tomei várias vezes. Bastava ter uma infecção besta que eu tomava. Não me preocupava se faria mal ou não. Mas acho ótimo o fato de só poder comprar com receita, vai evitar que novas pessoas comprem. Mas acho que precisa de divulgação também, muita gente não sabe que faz mal”, afirmou.

Baseada nesse tipo de atitude e nos perigos do uso inadequado desses remédios a Organização Mundial de Saúde (OMS) deu início nesta segunda-feira (16) à Semana Mundial para o Bom Uso dos Antibióticos. Uma pesquisa publicada em Genebra, na Suíça, revelou que todas as pessoas podem um dia ser afetadas por uma infecção resistente a esses medicamentos. A infectologista Helena Germóglio explicou os riscos  à saúde.

“O risco maior, tanto para quem usa, quanto para a população em geral, é contribuir cada vez mais com a resistência das bactérias. Já que quando se usa sem a necessidade, pode fazer com que a bactéria fique mais resistente e em um momento de necessidade, tanto o remédio quanto o próprio organismo não conseguiram mais reagir”, explicou.

Para a médica, o fato de ser obrigatória a apresentação da prescrição médica para poder comprar este tipo de medicamento fez com que o uso indiscriminado fosse minimizado. “Realmente, o fato de precisar da receita minimiza o uso desgovernado, já que antigamente qualquer pessoa poderia ir à farmácia e levar. Mas ainda tem médico que prescrevem antibióticos sem necessidade, o que é um risco”, disse.

Segundo Helena, a automedicação, principalmente em relação aos antibióticos, já faz parte da cultura do povo e que isso tem que acabar. “É como se fizesse parte da cultura. É uma herança maldita, sei lá.O antibiótico tem que ser prescrito e não tomar quando tem qualquer febre ou uma simples dor de garganta”, finalizou.

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